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Estudo indica que Geração Z apresenta menores índices de bem-estar e atividade física

Pesquisa realizada com 11.600 trabalhadores revela que 39% dos jovens profissionais não adotam medidas de cuidado com a saúde mental no ambiente corporativo

7 jan 2026 - 20h12
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A 3ª edição do Check-up de Bem-Estar da Vidalink, estudo focado no cenário corporativo brasileiro, revela que a Geração Z registra os índices mais baixos de satisfação com a saúde física e emocional. A pesquisa, realizada com 11.600 colaboradores de 250 empresas entre janeiro e junho de 2025, aponta que 30% dos jovens profissionais estão insatisfeitos com o próprio bem-estar, superando os 25% dos millennials e os 17% da Geração X.

A especialista na ciência da felicidade, Renata Rivetti, pontua que a consciência sobre o tema não garante a execução do cuidado
A especialista na ciência da felicidade, Renata Rivetti, pontua que a consciência sobre o tema não garante a execução do cuidado
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Embora a Geração Z seja reconhecida por debater abertamente temas psicológicos, o estudo mostra que 39% das mulheres e 35% dos homens dessa faixa etária não realizam ações práticas voltadas à saúde mental. No campo emocional, 72% das mulheres e 51% dos homens desse grupo relatam a predominância de sentimentos negativos no cotidiano.

A especialista na ciência da felicidade, Renata Rivetti, pontua que a consciência sobre o tema não garante a execução do cuidado. Segundo Rivetti, "a consciência sobre saúde mental ainda não se traduz, na prática, em cuidado consistente", o que demanda lideranças capazes de cultivar segurança psicológica para que os jovens possam solicitar apoio quando necessário.

Os dados de saúde física mostram que apenas 26% das mulheres da Geração Z mantêm uma rotina de exercícios físicos. Além disso, 24% de todos os jovens respondentes afirmam estar insatisfeitos com sua disposição corporal.

O recorte racial também evidencia diferenças na percepção de qualidade de vida. Entre os profissionais da Geração Z, a insatisfação atinge 36% dos pretos e pardos, enquanto entre os profissionais brancos o índice é de 32%. A análise sugere que o acesso ao bem-estar está condicionado a fatores de equidade e inclusão dentro das organizações.

Renata Rivetti associa a escalada de insatisfação a uma crise de sentido, citando que "muitos jovens sentem um vazio existencial profundo" em meio à aceleração tecnológica e à pressão por resultados. Para a especialista, fatores macro como a crise climática e a instabilidade econômica criam um ambiente emocional desafiador.

Para reverter esse quadro, o setor de gestão de pessoas recomenda políticas de acolhimento, acesso a redes de apoio psicológico e modelos de trabalho que respeitem o tempo pessoal. A pesquisa conclui que o bem-estar deixou de ser um benefício acessório para se tornar um pilar estratégico na sustentabilidade das empresas.

Perfil Brasil
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