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Crise no Irã eleva preços de energia e Rússia cogita suspensão de gás para a Europa

Presidente Vladimir Putin associa possível interrupção do abastecimento à instabilidade no Oriente Médio e às restrições comerciais impostas pela União Europeia

4 mar 2026 - 19h21
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A Rússia analisa a interrupção do fornecimento de gás natural para o mercado europeu em decorrência da alta nos preços globais de energia, impulsionada pela crise envolvendo o Irã. Segundo declarações do presidente Vladimir Putin nesta quarta-feira (4), a viabilidade de manter as exportações para a Europa está sendo reavaliada diante do plano do bloco europeu de banir o gás russo via gasodutos até 2027 e restringir novos contratos de gás natural liquefeito (GNL).

Vladimir Putin
Vladimir Putin
Foto: Contributor/Getty Images / Perfil Brasil

A instabilidade no Oriente Médio, exacerbada por ações militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, provocou uma disparada nos custos do petróleo e do gás. O conflito resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global, o que paralisou o escoamento de GNL do Catar e afetou o refino de petróleo na Arábia Saudita.

De acordo com o governo russo, esse cenário de escassez logística aumentou a disposição de consumidores em adquirir volumes de gás a preços superiores. Putin afirmou que, diante deste contexto, pode ser mais vantajoso para a Rússia redirecionar o insumo para mercados emergentes que estão em fase de abertura, em vez de manter o fluxo para o mercado europeu.

Historicamente, a Rússia era responsável por 40% do gás natural consumido na União Europeia, volume que caiu para 6% após o início do conflito na Ucrânia em 2022. Países como Noruega, Estados Unidos e Argélia ocuparam o espaço deixado pela estatal russa Gazprom, que viu seu valor de mercado reduzir de US$ 330 bilhões em 2007 para US$ 40 bilhões na atualidade.

Enquanto a Europa busca alternativas aos combustíveis russos, Moscou tem intensificado as relações comerciais com a China, atual maior importador mundial de energia. Apesar da análise sobre a interrupção geral, a Rússia sinalizou a manutenção de contratos com parceiros específicos na Europa Oriental, como Hungria e Eslováquia. O governo russo deve agora coordenar com suas empresas de energia a estratégia de saída ou permanência em diferentes regiões conforme a evolução dos preços internacionais.

Perfil Brasil
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