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Política

Um mês após anúncio, Caiado ainda não se filiou ao PSD e quer antecipação de escolha do candidato

Governador goiano diz que filiação está acertada, mas nos bastidores ganha força percepção de que ele quer ter alternativas caso não seja escolhido como nome à Presidência

4 mar 2026 - 18h58
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ainda não oficializou sua filiação ao PSD. Mais de um mês depois de anunciar, ao lado de Gilberto Kassab (PSD), que trocaria de partido, documento da Justiça Eleitoral obtido pelo Estadão mostra que ele ainda está registado como filiado ao União Brasil.

Caiado foi procurado por mensagem e por meio da assessoria de imprensa, mas não respondeu aos contatos da reportagem, assim como o PSD.

Em uma entrevista ao site O Popular, de Goiás, o governador afirmou que está tudo certo para se filiar ao PSD, mas que ainda não oficializou a filiação porque pretende fazê-lo em um evento partidário em Goiás. Ele não deu detalhes sobre a cerimônia

"Não depende de mais nada. Já está acertado, com a palavra dada. É um evento que eu também vou fazer no meu estado. Não será simplesmente uma assinatura, será um evento", disse ele na noite de terça-feira, 3.

Certidão expedida às 18:21 desta quarta-feira, 4; autenticidade pode ser conferida pelo código 9061.9EA9.51A3.397C no site do TSE
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Foto: Reprodução / Estadão

Caiado também confirmou que pediu a Kassab para que a decisão sobre quem será o candidato do PSD seja tomada até 3 de abril, data limite para um candidato se filiar ao partido pelo qual disputará a eleição.

O presidente do PSD, até aqui, tem dado declarações de que a decisão será tomada até 15 de abril. Além de Caiado, estão no páreo os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).

"Sim, solicitei [a antecipação]. Acho que é fundamental. Não tem por que nós esperarmos tanto tempo. Temos que começar a caminhar o Brasil. Eu, a partir do dia 31, já não sou mais governador do Estado e eu tenho que caminhar o País", acrescentou Caiado ao jornal goiano.

Em um almoço com banqueiros nesta quarta-feira, Ratinho Jr. disse que a ideia é que "até o final de março, início de abril isso já esteja definido".

Embora Caiado declare que está tudo acertado com o PSD, o operador político que avisou ao Estadão que a filiação não estava oficializada na Justiça Eleitoral apresentou outra justificativa.

Segundo ele, Caiado quer ter margem de manobra para se filiar a outro partido que tope lançá-lo como candidato caso não seja escolhido pelo PSD. Antes do anúncio que iria para o partido de Kassab, ele manteve conversas com o Solidariedade e com o Podemos.

A legislação eleitoral determina que todos os candidatos precisam estar filiados aos partidos pelos quais disputarão a eleição até seis meses antes do primeiro turno. No pleito deste ano, o prazo é de 3 abril. Se o calendário de Kassab for mantido, isso significaria que Caiado, Ratinho e Leite não poderiam mais trocar de legenda caso não gostem da escolha feita pelo PSD.

O Estadão questionou Caiado se há possibilidade dele ir para uma terceira sigla nas próximas semanas. Ele não respondeu. Nas entrevistas após o anúncio de que iria para o PSD, ele declarou que respeitaria a decisão do partido mesmo se não fosse o escolhido.

Caiado, Leite e Ratinho estarão junto com Kassab em um giro por cidades paulistas a partir da próxima sexta-feira. Entre a próxima sexta-feira, 6, e segunda-feira, 9, os quatro participarão de filiações de políticos ao PSD e debates sobre as propostas do partido para o Brasil em São Paulo, Santos, Itapevi, Presidente Prudente e Sorocaba.

Estadão
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