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Entenda por que é proibido colher pinhão no Rio Grande do Sul até esta terça-feira

Safra de 2026 deve registrar queda de até 60% devido a fatores climáticos e ao ciclo natural de estresse produtivo das araucárias

30 mar 2026 - 10h21
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O período de defeso do pinhão no Rio Grande do Sul encerra-se oficialmente nesta terça-feira, mantendo a proibição estrita de coleta, armazenamento e transporte da semente em todo o estado até o dia 1º de abril. A medida, que visa proteger o ciclo de reprodução da araucária, é fiscalizada pelo Comando Ambiental da Brigada Militar, que somente no ano passado apreendeu mais de uma tonelada de pinhão colhido de forma irregular. Segundo a Emater/RS, o respeito a esse calendário é vital não apenas para a preservação do ecossistema, mas também para garantir a qualidade nutricional, o sabor e a textura do produto, uma vez que sementes colhidas precocemente não estão maduras para o consumo nem possuem capacidade de germinação.

Foto: Gilson Abreu/SGAS/Governo do Paraná/ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

Apesar da expectativa dos produtores de São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, as projeções para a safra de 2026 são pessimistas, com uma queda estimada em até 60% na produção total. De acordo com a extensionista rural Sandra Loreni Almeida, o declínio deve-se a uma combinação de fatores naturais, incluindo as fortes chuvas da primavera que prejudicaram a fecundação das pinhas — processo realizado pelo vento — e o próprio ciclo biológico da planta. Após um ano de alta produtividade, as araucárias frequentemente enfrentam um "estresse produtivo", resultando em uma colheita significativamente menor no período subsequente.

Em São Francisco de Paula, onde cerca de 140 famílias dependem economicamente do extrativismo do pinhão, a safra de 2025 alcançou a marca de 150 toneladas. Toda a produção local provém de espécies nativas, desempenhando um papel crucial na manutenção da fauna silvestre e servindo também como complemento alimentar para o gado da região. Com o início oficial da colheita nesta quarta-feira, a comunidade local e os órgãos de assistência técnica monitoram de perto os impactos econômicos da redução prevista, reforçando a importância do manejo sustentável para a sobrevivência das famílias e da própria espécie arbórea símbolo da região.

Com informações: G1

Porto Alegre 24 horas
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