Entenda por que Daniel Vorcaro teria mandado "moer" a empregada da atriz Monique Alfradique
Investigação aponta ordem de violência contra diarista e ligação com grupo suspeito
Novas revelações da Polícia Federal trazem à tona bastidores tensos envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a atriz Monique Alfradique. Mensagens obtidas no celular do empresário indicam que ele ordenou uma agressão contra uma mulher que prestava serviços de diarista para a artista. O caso ganhou contornos dramáticos devido ao envolvimento de um homem apontado como integrante de uma milícia privada. A assessoria da atriz comunicou publicamente que ela desconhece qualquer tipo de ameaça relacionada a esse contexto. A defesa do empresário foi procurada pelas autoridades e pela imprensa na última terça-feira, mas não se manifestou.
Investigação da Polícia Federal aponta diálogos sobre agressão
O diálogo que gerou o alerta dos investigadores ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2025. Na ocasião, Daniel Vorcaro conversou com Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário. O homem era apontado pela polícia como membro de um grupo armado. Na troca de mensagens, o ex-banqueiro enviou o contato da funcionária e afirmou: "Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda". Diante do texto, o aliado questionou qual caminho deveria seguir para cumprir a ordem. A resposta do empresário foi direta, ordenando que ele buscasse o endereço completo e todos os dados da mulher.
Grupo suspeito monitorava alvos e levantava dados pessoais
A Polícia Federal registrou que o comparsa prontamente encaminhou um arquivo com as informações detalhadas da vítima. A investigação jornalística apurou que a mulher realizava limpezas na residência da atriz de forma pontual. Os motivos reais do desentendimento entre o empresário e a trabalhadora ainda não foram totalmente esclarecidos pelas autoridades. De acordo com o relatório oficial, o homem que recebeu a ordem integrava um núcleo apelidado de A Turma. Esse grupo funcionava como um braço operacional para vigiar e pressionar pessoas que contrariavam os interesses do banco administrado pelo empresário.
Relações passadas e recuperação de redes sociais geram novos desdobramentos
Essa aproximação entre as figuras centrais da investigação já havia deixado rastros anteriores. O contato da artista estava salvo no aparelho do empresário sob um codinome falso. Além disso, diálogos antigos com uma ex-namorada chamada Martha Graef revelaram que o relacionamento anterior com a atriz foi sério e marcante. Em outro momento importante, o grupo suspeito agiu para recuperar a conta de rede social da artista que havia sido invadida por criminosos. Naquela oportunidade, o intermediário usou a força do grupo para ameaçar os invasores, exigindo até uma prova em vídeo da atriz para devolver o acesso.
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