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WhatsApp abre investigação sobre disparo de mensagens

Aplicativo confirmou que já "tem proativamente banido centenas de contas durante o período eleitoral"

18 out 2018 - 22h22
(atualizado em 19/10/2018 às 07h41)
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O aplicativo de mensagens WhatsApp informou nesta quinta-feira, 18, em nota, que investiga o suposto disparo em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores por empresários que apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL). O caso foi revelado pelo jornal "Folha de S.Paulo".

Presidenciável jair Bolsonaro (PSL) October 11, 2018. REUTERS/Ricardo Moraes - RC131A67E940
Presidenciável jair Bolsonaro (PSL) October 11, 2018. REUTERS/Ricardo Moraes - RC131A67E940
Foto: Reuters

O aplicativo confirmou a abertura da investigação em nota enviada ao jornal "O Estado de S. Paulo". O Whatsapp, ainda na nota, afirma que "tem proativamente banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras".

"Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal ou automatizado, para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação", diz a nota.

Segundo a "Folha", os disparos de milhões de mensagens são comprados por empresas que apoiam o candidato por até R$ 12 milhões. A reportagem afirma que os preços variam de oito a 12 centavos por mensagem para contatos de bases de dados fornecidas pelo candidato e das agências que prestam esse tipo de serviço.

Sobre o envio em massas de mensagens via o aplicativo, o WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor. "No mundo, o limite de membros para grupos é 256 pessoas. Para encaminhamento de mensagens, há um limite global de 20 mensagens (exceto na Índia, onde o limite são cinco mensagens)", diz a nota.

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