‘Direita se reorganiza e o eleitor anti-petista voltou a considerar Flávio’, avalia diretor da Quaest após pesquisa
Levantamento divulgado nesta quarta-feira mostra Flávio Bolsonaro diminuindo vantagem de Lula nas intenções de voto
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está na liderança do primeiro turno da corrida presidencial com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que chegou a 30%. A pesquisa mostra a redução da distância entre os dois principais concorrentes, com a diferença caindo de 12 para 9 pontos percentuais em relação a julho.
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Na amostragem anterior, o atual chefe do Executivo registrava 40% e o representante do PL aparecia com 28%. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest e especialista em ciência política, a pesquisa divulgada nesta quarta-feira, mostra uma recuperação de Flávio Bolsonaro. No 1º turno, ele oscila de 28% para 30% e Lula, de 40% para 39%. Renan e Caiado tem 4% cada e Zema 2%. Indecisos são 10%, segundo explicou Nunes em seu perfil no X.
“Já no 2º turno, Flávio vai de 37% para 39% e Lula sai de 45% para 44%. A vantagem de Lula encolhe 3 pontos da última pesquisa para esta. Flávio também amplia seu potencial de voto de 38% para 41%, reduz a rejeição de 57% para 54% e vê a parcela de eleitores com voto definitivo nele subir de 62% para 68%. Recuperou intenção de voto, aceitabilidade e convicção”, aponta o diretor.
Felipe Nunes aponta que a recuperação de Flávio na pesquisa. “O que explica essa recuperação? Minha leitura é que a direita se reorganiza e o eleitor anti-petista voltou a considerar Flávio”, explica. Ele ainda aponta que, no 2º turno, Flávio sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas.
O diretor da Quaest diz ainda que a primeira peça dessa reorganização foi a reconciliação pública com Michelle Bolsonaro. “Para 59%, as pazes foram positivas. Essa avaliação chega a 88% na direita não bolsonarista e a 90% entre bolsonaristas. E aumentou a percepção de que Michelle pode ser decisiva para Flávio: 46% dizem agora que seu apoio eleva as chances de vitória dele, contra 38% em julho. Entre bolsonaristas, o percentual salta de 45% para 79%; na outra direita, de 53% para 70%”.
Outra motivação seria a reação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu Flávio de visitar o pai preso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Para 52%, a medida foi errada; 41% a consideram correta. A avaliação de que houve exagero chega a 83% na direita não bolsonarista, 92% entre bolsonaristas e 50% entre independentes”.
A reconciliação de Flávio com Michelle reduziu a divisão e a restrição judicial reativou a noção de exagero institucional, na avaliação de Nunes. “Esse movimento explica melhor a recuperação do que a fala sobre urnas: essas declarações diminuem a chance de voto em Flávio para 26% e aumentam para 15%”, completa.
O levantamento Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
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