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Derrotado, Padilha critica pesquisas: "não acompanham o povo"

Petista lembrou que resultados das pesquisas o deixou de fora da agenda diária dos jornais da Rede Globo

5 out 2014
22h22
atualizado às 22h42
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Terceiro colocado nas eleições estaduais em São Paulo, o petista Alexandre Padilha preferiu criticar os institutos de pesquisa que o colocavam, até algumas horas antes do pleito neste domingo, com 13% e 14% das intenções de voto.

<p>O candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha concede entrevista coletiva ao lado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, após o resultado das eleições em um hotel na Alameda Santos em São Paulo</p>
O candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha concede entrevista coletiva ao lado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, após o resultado das eleições em um hotel na Alameda Santos em São Paulo
Foto: Alex Falcão / Futura Press

Ao final da apuração, o ex-ministro da Saúde encerrou a disputa com 18,04% dos votos. Segundo Padilha, a diferença entre os resultados das pesquisas e a votação fez com que o petista tivesse menos espaço na mídia, principalmente na Rede Globo, que deixou de acompanhar o candidato por conta do baixo número nas intenções.

“Não vou dizer que tem má fé, mas algo tem que ser explicado. Por que toda vez, a 12 horas da eleição, os institutos de pesquisa dão seis, sete pontos a menos pros candidatos do PT no primeiro turno aqui no estado de São Paulo? Há algo nos institutos de pesquisas que não acompanham o voto do povo. Quando isso é utilizado como um critério pra se definir o espaço que vai ter no principal jornal televisivo na cobertura da agenda diária. É importante lembrar que fiquei 30 dias fora da cobertura diária da agenda por causa desse critério”, criticou Padilha.

O presidente estadual do PT, Emídio de Souza, também fez críticas às pesquisas. "Queremos deixar registrado em nome do PT nossa absoluta estranheza em relação aos resultados das pesquisas eleitorais registradas 24 horas antes das eleições. Sabemos reconhecer os problemas, no entanto uma coisa tem que ficar clara. Ele está terminando a eleição com18,5%, uma diferença muito menor que as pesquisas apontavam até ontem, que mostravam 10 pontos de diferença. Eles devem uma explicação para o estado de SP."

<p>O candidato a governador de São Paulo Alexandre Padilha beija a mulher durante coletiva após o resultado das eleições em hotel na Alameda Santos, em São Paulo</p>
O candidato a governador de São Paulo Alexandre Padilha beija a mulher durante coletiva após o resultado das eleições em hotel na Alameda Santos, em São Paulo
Foto: Alex Falcão / Futura Press

O candidato petista apareceu em um salão do Hotel Intercontinental, na região dos Jardins em São Paulo, poucos minutos depois do anúncio oficial da reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB). Por volta das 20h30, o ex-ministro da Saúde foi recebido pela militância do partido com aplausos e muita gritaria, apesar da derrota. Padilha entrou na sala ao lado de assessores e de lideranças do PT, como Fernando Haddad, prefeito da capital paulista, e Emídio de Souza.

Apesar da chegada tardia de Padilha ao hotel, a militância começou a se reunir no local desde as 16h30. Por volta das 17h, quando a apuração das urnas começou a ser divulgada, a militância se manifestava a cada vitória petista em outros estados brasileiros. A principal reação foi no momento do anúncio da vitória do petista Fernando Pimentel em Minas Gerais, estado do tucano Aécio Neves. Pouco tempo depois foi a vez da vaia, com o anúncio da reeleição de Alckmin.

“Seremos os fiscais número um nos próximos quatro anos no Estado de São Paulo. Não vamos arredar um centímetro de ser oposição construtiva, que vai debater no conjunto das ideias”, disse Padilha, em relação a oposição que fará ao governo de Alckmin.

Em seu discurso de derrota, Padilha afirmou ter se sentido emocionado ao ver, pela primeira vez, sua foto em uma urna, já que foi a primeira eleição que participou. O petista fez questão de agradecer aos membros de campanha e a algumas “pessoas especiais”.

“Pela primeira vez votei 13 e vi uma foto minha. Foi uma sensação diferente. Aos 43 anos ter a oportunidade de ser candidato no meu estado. Quero agradecer muito a duas pessoas que não estão aqui, mas que sem elas eu não seria candidato. Primeiro ao presidente Lula, que acompanhou uma decisão dos diretórios estaduais e municipais, e a presidente Dilma. Quero agradecer a outras duas pessoas, uma delas é a minha companheira Tássia e ao Nivaldo Santana (candidato a vice)”, afirmou.

Padilha falou por cerca de 12 minutos e mais uma vez encerrou seu discurso reafirmando seu apoio a presidente Dilma nas próximas três semanas, durante a campanha presidencial para o segundo turno.

“O que está em jogo nas próximas três semanas é um projeto das lutas populares, da luta sindical, movimento de juventude, luta das diretas. Todos nós sabemos, inclusive nossos adversários, que colocamos o país num novo patamar no mundo político. Em nome desse projeto que estaremos nas ruas nas próximas três semanas, transformando São Paulo numa grande trincheira para a reeleição de Dilma. Emídio estava me dando seis horas de descanso. Mas pra um filho de nordestino, corintiano e paulista você não precisa dar descanso. A partir de agora eu deixo de ser um candidato com muito orgulho pelo PT e me transformo num soldado da reeleição de Dilma”, disse.

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Fonte: Terra
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