Saiba quem são as duas únicas mulheres na disputa pela Presidência; chapas são 100% femininas
Das 13 chapas registradas para disputar a Presidência da República, apenas o DC e o UP têm mulheres à frente
Apenas duas mulheres disputarão a Presidência do Brasil nas eleições deste ano. Ao todo, 13 chapas concorrem ao cargo e já estão com as candidaturas registradas na Justiça Eleitoral. São elas: Clariana Barão, do Democracia Cristã (DC), e Samara Martins, do Unidade Popular (UP).
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As duas únicas chapas com candidatas mulheres são 100% femininas. Desta forma, o DC contará com Fabiana Torquato como vice de Clariana Barão, enquanto o UP terá Raquel Brício como vice de Samara Martins.
Conheça a chapa do Democracia Cristã
Natural do Mato Grosso, Clariana é advogada e presidente do diretório estadual do DC no Estado. Esta é a primeira vez que em que ela disputará uma eleição. Formada em Direito pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), ela atua nas áreas de Direito Administrativo e Gestão Pública.
Clariana já presidiu a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Entre as propostas apresentadas pela candidata estão a ampliação da atuação do poder público no combate à violência doméstica.
A vice Fabiana Torquato também é advogada especializada em Regularização Fundiária, com experiência em órgãos públicos do Distrito Federal. Ela foi diretora de Regularização Rural da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e superintendente do Patrimônio da União no Distrito Federal.
Conheça a chapa do Unidade Popular
Samara Martins é dentista do Sistema Único de Sáude (SUS) e já integrou a chapa presidencial do partido nas eleições de 2022. Na época, ela disputou como candidata a vice-presidente de Léo Péricles, atual president nacional da sigla.
Entre as prioridades de um eventual governo, a candidata defendeu a reestatização de empresas privatizadas e a revisão do destino dos recursos do orçamento federal. Samara foi diretora de mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE) e integrou a Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH).
Já Raquel Brício é guarda portuária Federal no Pará na Companhia Docas do Pará, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Pará e Amapá (Sindiporto PA/AP) e atua como Secretária Geral da Federação Nacional dos Portuários (FNP).
A Eleição de 2026 será a primeira vez deste século sem a presença de uma mulher nas chapas mais competitivas pelo Palácio do Planalto. Um retrocesso em relação a última disputa presidencial, quando o público feminino teve quatro postulantes ao cargo: Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU).
Neste ano, as únicas chapas com candidatas mulheres são: Clariana Barão (DC), com Fabiana Torquato como vice, e Samara Martins (UP), ao lado de Raquel Brício.
Desde a redemocratização, em 1989, o Brasil já teve 11 mulheres candidatas, em 15 disputas. A única que foi eleita foi Dilma Rousseff (PT), em 2010 e 2014. A petista sofreu impeachment em agosto de 2016 e não terminou o segundo mandato. Veja todas as mulheres que concorreram e a quantidade de votos:
Mulheres de olho na Presidência
Veja o desempenho das candidaturas femininas ao Poder Executivo Federal.
A trajetória feminina nas urnas brasileiras
Desde a redemocratização em 1989 até o pleito de 2022, 11 mulheres disputaram a liderança do Poder Executivo em 15 candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
| Candidata | Ano | Partido | Votos Válidos | % Válidos | Ações |
|---|
Volume Total de Votos Obtidos
Total absoluto de votos recebidos no 1º turno (ou 2º turno em campanhas vitoriosas).
Comentários
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