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Renata Lo Prete quebra o silêncio e faz revelação sobre as eleições de 2026

8 nov 2026 - 07h46
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Resumo
No programa Altas Horas, Renata Lo Prete abordou os desafios da cobertura das eleições de 2026, destacando o carinho do público após uma jornada exaustiva, que incluiu oito horas de transmissão ao vivo na apuração do segundo turno. A apresentadora do Jornal da Globo, que acumula quatro décadas de carreira com passagens marcantes pela Folha de S.Paulo, GloboNews e podcast O Assunto, afirmou que o reconhecimento das pessoas nas ruas dá sentido ao árduo trabalho jornalístico realizado.

A jornalista Renata Lo Prete falou sobre os desafios enfrentados durante a cobertura das eleições de 2026 e revelou como tem sido tratada pelo público após o encerramento da disputa eleitoral. Durante sua participação no programa Altas Horas, da TV Globo, exibido no sábado (7 de novembro), a apresentadora comentou as dificuldades da campanha e contou que passou a receber manifestações de carinho nas ruas.

Foto: Renata Lo Prete ( Reprodução/Instagram) / Gávea News

A declaração aconteceu quando Renata foi questionada sobre o contato com as pessoas depois das eleições. Ao responder, a jornalista revelou que tem sido abordada de maneira carinhosa e reconheceu que a experiência foi especialmente significativa depois de um período de trabalho que classificou como difícil.

"As pessoas têm sido muito carinhosas. Muito carinhosas e isso tem sido uma alegria de viver. Porque essa foi uma campanha difícil de cobrir e eu acredito que eu aprendi muito este ano sobre jornalismo e sobre outras coisas muito importantes: relacionamento entre as pessoas", declarou.

A apresentadora não detalhou episódios específicos que tornaram a cobertura eleitoral difícil, mas destacou que a experiência proporcionou aprendizados profissionais e pessoais. Renata também explicou que as manifestações recebidas nas ruas ganharam um significado especial depois do encerramento de uma jornada intensa de trabalho.

"Mas assim, você encerrar uma jornada dessas e sair na rua, ter esse carinho é uma coisa incrível, pela qual eu agradeço muito porque é a hora que o trabalho faz sentido", afirmou.

Ao continuar sua declaração, a jornalista ressaltou a importância da avaliação dos telespectadores sobre o trabalho realizado pela imprensa. Para Renata, o reconhecimento das pessoas é fundamental, já que a cobertura jornalística é desenvolvida para levar informações ao público.

"Porque a gente tá fazendo para o público e só se o público reconhece e considera que aquele trabalho foi bem feito. Então tá sendo muito bom, muito bom mesmo", completou.

Durante o segundo turno das eleições de 2026, Renata participou de uma transmissão que se estendeu por aproximadamente oito horas. A cobertura acompanhou a apuração dos votos e a divulgação dos resultados, em uma programação especial dedicada à disputa eleitoral.

A experiência relatada no Altas Horas representa mais um capítulo de uma carreira construída ao longo de quatro décadas. Nascida em São Paulo, Renata estudou Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e iniciou sua trajetória profissional na imprensa escrita, durante a década de 1980.

Seus primeiros trabalhos foram nos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde. Em 1986, ingressou na Folha de S.Paulo, onde desenvolveu uma trajetória de aproximadamente 27 anos e exerceu diferentes funções. Ao longo desse período, trabalhou como repórter, editora, correspondente internacional em Nova York e ombudsman, cargo responsável por analisar criticamente o conteúdo publicado pelo próprio jornal.

Na Folha, Renata também participou da cobertura de acontecimentos históricos, incluindo o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992. Sua experiência na editoria internacional e em diferentes setores da redação contribuiu para a formação de uma trajetória que posteriormente ficaria especialmente associada à cobertura política.

Entre 2003 e 2012, a jornalista esteve à frente da coluna Painel, dedicada aos bastidores da política brasileira. Foi durante esse período que realizou uma das entrevistas mais importantes de sua carreira, publicada em 2005, com o então deputado federal Roberto Jefferson.

Na ocasião, Jefferson apresentou denúncias sobre um esquema de pagamentos a parlamentares da base aliada do governo federal, episódio que ficou conhecido como escândalo do mensalão. A entrevista teve grande repercussão nacional e rendeu a Renata o Prêmio Esso de Jornalismo de 2005, uma das principais premiações da imprensa brasileira na época.

Depois de sua trajetória na Folha, a jornalista iniciou uma nova etapa profissional na televisão. Em 2012, passou a integrar a GloboNews, participando da cobertura de acontecimentos nacionais e da apresentação de telejornais. Sua chegada ao canal coincidiu com o período do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), assunto que acompanhou de perto.

Nos anos seguintes, Renata participou de coberturas das manifestações de 2013, das investigações da Operação Lava Jato e do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Também ganhou espaço nas transmissões eleitorais da GloboNews, acompanhando a apuração dos votos e a divulgação dos resultados em diferentes disputas.

Em 2017, a jornalista assumiu a apresentação do Jornal da Globo, na televisão aberta. A mudança ampliou sua presença na programação nacional da emissora, especialmente na cobertura de assuntos políticos, econômicos e internacionais.

Além do telejornal, Renata também apresentou o GloboNews Painel, programa dedicado a debates sobre temas de interesse público. A atração reunia especialistas e convidados com diferentes perspectivas para discutir acontecimentos políticos, econômicos e sociais.

Outro projeto importante de sua carreira foi o podcast O Assunto, lançado pelo g1 em agosto de 2019. Renata esteve à frente da apresentação do programa, conduzindo entrevistas e conversas sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. A produção ganhou destaque no jornalismo em áudio, abordando temas políticos, econômicos e sociais.

A experiência acumulada na imprensa escrita, na televisão e no jornalismo digital também marcou sua atuação nas eleições presidenciais. Em diferentes campanhas, Renata participou de análises políticas e transmissões especiais de apuração, atividades que exigem acompanhamento constante dos acontecimentos e atualização das informações em tempo real.

Na eleição de 2026, a jornalista voltou a ocupar uma posição de destaque na programação da Globo, participando da cobertura do segundo turno.

Gávea News
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