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Quem é Márcio França? Conheça o candidato do PSB à Prefeitura de São Paulo

Apoiado por PDT, Avante, Solidariedade, PMN e PMB, o ex-governador e advogado tenta se alçar a prefeito da capital

25 set 2020
18h11
atualizado em 15/10/2020 às 14h13
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O ex-governador de São Paulo Márcio França, de 57 anos, é o candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à Prefeitura de São Paulo nas eleições 2020. Formado em Direito, França se filiou ao PSB em 1988 e permanece na mesma sigla desde então.

Seu primeiro cargo público eletivo foi como vereador de São Vicente, cidade na Baixada Santista onde foi prefeito por dois mandatos consecutivos - 1996 e 2000. Também foi deputado federal por duas legislaturas, em 2006 e 2010.

Assumiu o governo de São Paulo quando Geraldo Alckmin renunciou, em 2018, para concorrer às eleições presidenciais. Tentou reeleição, mas perdeu para o atual governador, João Doria, em segundo turno.

Na convenção que o oficializou como candidato nas eleições 2020, o ex-governador fez das críticas a Doria uma de suas principais bandeiras. De forma mais branda, também criticou o presidente Jair Bolsonaro.

Para sua candidatura a prefeito, França conta com o apoio de cinco partidos: Avante, Solidariedade, PMN, PMB e PDT. Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, chegou a ameaçar a retirada da aliança em agosto, quando o ex-governador foi a um evento com Bolsonaro.

Também por conta do aceno ao presidente, a candidata do PSL, Joice Hasselmann, publicou vídeo nas redes sociais em que criticava França. Na gravação, que foi tirada do ar, a deputada federal dizia que o ex-governador é "um enganador, mentiroso nato, gângster". No início de setembro, o candidato do PSB ajuizou uma ação contra Joice pelo conteúdo.

O PSB e o PDT selaram uma aliança nacional, com chapa conjunta em diversas capitais, para quebrar a polarização entre bolsonaristas e petistas. Antonio Neto, presidente municipal do PDT, entrou como candidato a vice de França.

A ex-prefeita Marta Suplicy, que foi cotada como candidata à Prefeitura pelo Solidariedade, pediu desfiliação da sigla após decidir apoiar o atual prefeito Bruno Covas. Com a aliança com o candidato do PSB, o presidente municipal do Solidariedade disse que a expulsão de Marta era uma possibilidade.

O PMB foi a última sigla a fechar apoio a França. O partido cogitou apoiar Joice Hasselmann. Por não possuir representação no Congresso Nacional, o aliado não traz tempo de rádio e TV no horário eleitoral ao ex-governador.

Nas primeiras pesquisas Ibope e Datafolha, o candidato do PSB apareceu em terceiro lugar, empatado tecnicamente com Guilherme Boulos (PSOL), com 8%. Os levantamentos, divulgados nos dias 20 e 24 de setembro - respectivamente - apontam Celso Russomanno (Republicanos) na liderança, seguido por Bruno Covas.

Biografia

Márcio França nasceu em Santos em 1963, filho do médico Luís Gonzaga de Oliveira Gomes e de Myrtes Giani França Gomes. No Ensino Médio, integrou o Movimento da Unidade Popular (MUP). Em 1986, se formou em Direito na Universidade Católica de Santos, onde presidiu o diretório acadêmico.

Depois de formado, França trabalhou como advogado e prestou concurso para oficial de Justiça, servindo no Poder Judiciário durante nove anos.

Ingressou na política partidária aos 25 anos, quando se filiou ao PSB, único partido ao qual esteve filiado.

Carreira política

O primeiro cargo político de França, como vereador em São Vicente, se iniciou em 1989. Foi reeleito e, em 1996, disputou a prefeitura da cidade da Baixada Santista, onde permaneceu por dois mandatos. Na reeleição para prefeito, em 2000, obteve 93,1% dos votos válidos.

Em 2006, foi eleito deputado federal e assumiu a liderança do PSB na Câmara, cargo para o qual também se reelegeu na legislatura seguinte. Em 2011, assumiu a Secretaria de Turismo no Estado de São Paulo durante o governo de Geraldo Alckmin (PSBD). Em 2014, compôs como vice a chapa do tucano para reeleição.

Após ser eleito, também assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. Com a saída de Alckmin do cargo para disputar as eleições presidenciais de 2018, França assumiu o governo do Estado. Tentou reeleição, mas perdeu por pequena margem para João Doria no segundo turno, quando recebeu 48,25% dos votos válidos.

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Estadão
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