PM de Brasília isola Esplanada para evitar ameaças de invasões
Em nota, Polícia Militar informa que vai assegurar a segurança de prédios dos Ministérios e prédio do STF
BRASÍLIA - A Polícia Militar do Distrito Federal informou que isolou preventivamente a área da Esplanada e da Praça dos Três Poderes em razão de possíveis ameaças de caminhoneiros. "A Esplanada foi isolada preventivamente para evitar que caminhões invadam a região. A ideia é proteger os órgãos públicos e manter a ordem", informou a PM DF.
Manifestações com caminhoneiros que protestam contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial ocorrem em ao menos 16 Estados. Dirigentes já declararam que a categoria não apoia as paralisações.
A Secretaria de Segurança do Distrito Federal também divulgou nota para explicar que ação da PM é de caráter preventivo. "A medida se deu após identificação de possível ato marcado para o local feito por redes sociais", diz a nota. "Após avaliação da equipe técnica de Segurança Pública, por questões preventivas de segurança, a Praça dos Três Poderes teve acesso restringido para veículos".
A área de segurança do governo local diz que está mantendo em constante monitoramento a Esplanada por meio das câmeras de segurança e também com trabalho de agentes de inteligência. Uma mensagem que circulava nas redes sociais convidava "patriotas" a irem protestar a partir de 17 horas na Esplanada. Mas o clima no fim da tarde desta segunda-feira ainda é pacífico.
Um pequeno grupo de bolsonaristas se concentrou nas imediações do Ministério do Trabalho e Previdência, onde buzinam com vuvuzelas aos motoristas que passam pelo local. A chuva forte que caiu no início da noite acabou esvaziando o protesto.
Manifestação contra o resultado da eleição teve baixa adesão em Brasília. No início da noite desta segunda, restou apenas uma apoiadora de Bolsonaro na Esplanada. Ela discursou na chuva e disse que a vitória de Lula acabará com empregos. Mais no ?@Estadao? pic.twitter.com/VxUdhGlzpm
— Weslley Galzo (@weslley_galzo) October 31, 2022
Para reforçar o cordão de isolamento da pista que dá acesso à Praça dos Três Poderes, o Detran do DF instalou no final da tarde blocos de concreto para evitar que veículos de grande porte possam tentar forçar a passagem.
Detran-DF começa a posicionar barricadas de concreto para conter eventuais tentativas de furar o bloqueio montado pela Polícia Militar. Um pequeno número de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se manifesta na Esplanada dos Ministérios contra os resultados das eleições. pic.twitter.com/Re6kaZMuMw
— Weslley Galzo (@weslley_galzo) October 31, 2022
Aliados do presidente Jair Bolsonaro, como a deputada Carla Zambelli (PL-SP), usaram as redes sociais para incentivar o movimento de bloqueio nas estradas federais.
Parabéns, caminhoneiros.
Permaneçam, não esmoreça.
— Carla Zambelli B22 T10 (@Zambelli2210) October 31, 2022
Pouco antes do comunicado da PM de Brasília, o presidente Jair Bolsonaro, derrotado no 2º turno das eleições, deixou o Palácio do Planalto e seguiu para a residência oficial, o Alvorada, sem fazer nenhum tipo de pronunciamento a respeito da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
Pela manhã, Bolsonaro esteve no Planalto com o seu candidato a vice, Braga Netto. O presidente também recebeu os ministros Paulo Sergio (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretário-Geral da Presidência), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Fabio Faria (Comunicações). Os membros do governo mais próximos de Bolsonaro já sinalizaram ao presidente que se manifeste sobre a vitória de Lula, para que o governo possa dar início efetivo à transição do governo.
Líderes dos caminhoneiros disseram que os protestos em rodovias do País que reúnem alguns motoristas apoiadores do presidente descontentes com o resultado das eleições não refletem demandas da maior parte da categoria. Os protestos incluem manifestantes que não são caminhoneiros, segundo os líderes. "Eu não vejo 100% da categoria. São pessoas que estão descontentes com o resultado das eleições. A gente está tentando levantar de onde está saindo o movimento", disse o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido com Chorão.