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EUA determinam saída de adido da Polícia Federal no país após caso Ramagem

20 abr 2026 - 19h50
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O governo norte-americano ‌anunciou nesta segunda-feira, pela rede social X, a expulsão de um delegado brasileiro supostamente envolvido na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem pela polícia migratória dos Estados Unidos na semana passada.

"Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para ⁠contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao ‌território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso", ‌diz um texto publicado pela conta ‌do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do ⁠Departamento de Estado dos EUA.

Apesar de a publicação na rede social não citar nenhum nome, a embaixada norte-americana em Brasília confirmou à Reuters que a autoridade mencionada é o adido da Polícia Federal em Miami Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ‌ligação do governo brasileiro junto à polícia imigratória norte-americana. 

Duas fontes ‌do governo brasileiro ⁠ouvidas pela Reuters ⁠disseram não ter informações sobre a expulsão, tendo sido informadas sobre o ⁠caso apenas pela imprensa.

Ramagem, ‌que foi chefe da ‌Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Jair Bolsonaro, está foragido nos EUA desde setembro do ano passado, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação ⁠na tentativa de golpe de Estado liderada por Bolsonaro. 

O ex-deputado, que teve seu mandato cassado pela Câmara, mora com a família em Orlando, na Flórida, onde foi detido há uma semana pelo ICE, ‌a agência federal dos EUA que atua na aplicação das leis de imigração. Ele foi solto dois dias depois.

No dia ⁠da prisão de Ramagem, a PF brasileira afirmou, sem citar nomes, que um brasileiro fora preso nos EUA em decorrência de "cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA", acrescentando que o preso era "considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito".

Aliados de Ramagem argumentaram que a prisão havia ocorrido por infração leve de trânsito. A Reuters não conseguiu confirmar de forma independente essa informação.

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