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O que há de diferente nos planos de governo de Flávio Bolsonaro e Lula? Confira pontos de destaque

Candidatos se enfrentam novamente no segundo turno das eleições no último domingo do mês, dia 25

10 out 2026 - 04h57
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Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) seguem para o segundo turno das eleições gerais na disputa pela Presidência da República
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) seguem para o segundo turno das eleições gerais na disputa pela Presidência da República
Foto: Estadão Conteúdo

No último domingo de outubro, dia 25, os eleitores brasileiros irão escolher o novo presidente do Brasil: Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT). Os candidatos se apresentam como opositores e isso também se evidencia em seus planos de governo protocolados junto à Justiça Eleitoral. Mas, afinal, no que eles divergem?

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O plano de Lula tem 84 páginas, enquanto o de Flávio tem 76, e seus planos se encontram em alguns pontos específicos: ambos falam sobre a universalização dos serviços públicos passíveis de digitalização, assim como defendem a consolidação de um prontuário eletrônico único do cidadão na saúde. Os dois também defendem a ampliação da oferta de crechêes, do ensino técnico e tecnológico no Ensino Médio e têm propostas para valorizar pequenos negócios. 

Mas as diferenças entre eles falam mais alto. Além de propostas distintas, Flávio e Lula apresentam caminhos diferentes para solucionar questões que marcam o Brasil em áreas de trabalho, segurança pública, política externa e economia. Confira:

  • Trabalho

Flávio fala sobre “reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos” com contratos específicos – mais atrativos para as empresas – para jovens de 18 a 24 anos que buscam o primeiro emprego e também para pessoas com 50 anos ou mais que estão desempregadas a pelo menos um ano. Ele também cita tornar a jornada flexível, permitindo que o “trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos”.

Lula defende o fortalecimento sindical e a redução da jornada de trabalho. “Manteremos nossa ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados”. Ele fala ainda sobre continuar com a política de valorização do salário mínimo e combater “a pejotização espúria”. 

  • Economia

Para melhorar a dívida pública, Flávio Bolsonaro defende que haja um grande tesouraço: “um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz”. Ele fala sobre revisar o pacto federativo, redefinir regras e processos orçamentários para agilizar a aprovação, a liberação dos recursos e a prestação de contas. O candidato do PL também diz que dará continuidade à reforma administrativa, com corte de no mínimo 10 ministérios, redução de cargos comissionados e o combate aos penduricalhos e supersalários.

Lula fala sobre a economia de forma interseccional em meio aos temas. No tópico “Promover uma Economia Mais Sustentável, Produtiva e Digital, Para Todas e Todos” de seu plano de governo, o candidato do PT diz ser preciso “continuar implementando uma política macroeconômica comprometida com o crescimento, a redução das desigualdades, a valorização do trabalho, a responsabilidade ambiental, a responsabilidade fiscal, a queda dos juros e a inflação controlada” para o Brasil dar um salto de desenvolvimento;

Eles também divergem sobre estatais e privatizações. Flávio Bolsonaro defende o enxugamento do Estado, retomando o “Programa Nacional de Desestatização”. Lula, por sua vez, prioriza o fortalecimento de empresas públicas estratégicas.

  • Política externa e soberania

Flávio Bolsonaro defende a “soberania com profissionalismo, não com ideologia”. Com o intuito de abrir mercados para produção, atrair investimentos e garantir que a força do País seja respeitada, ele diz que o Brasil não irá tratar com adversários parceiros importantes e tradicionais como Argentina, Estados Unidos e Israel, que “foram levados ao limite do rompimento”. Flávio defende o equilíbrio entre a abertura comercial e o papel do Estado de evitar a dependência excessiva em áreas críticas.

Lula defende que o Brasil deve reafirmar sua soberania e preservar sua capacidade de fazer escolhas políticas e econômicas de forma independente. O petista fala sobre proteger as fronteiras, a Amazônia e a Amazônia Azul, e também diz que o Brasil deverá ser cada vez mais “independente, ativo e comprometido com a integração regional e com a afirmação da América do Sul e do Caribe como zona de paz”, aprofundando a aproximação com o BRICS e com o Sul Global “para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade”.

  • Sistema prisional e maioridade penal

Flávio Bolsonaro defende o plano “Brasil sem medo” em sua campanha, onde diz que, se eleito, irá “declarar guerra ao crime organizado”, onde PCC, CV, milícias e todas as outras facções serão postas como organizações narcoterroristas. Ele também defende a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, incluindo punição para maiores de 14 anos que cometerem crimes graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato. Outra frente de Flávio na segurança pública é a de criar o Sistema Nacional de Fronteira para combate ao crime organizado, assim como ter cinco presídios de segurança máxima no modelo adotado por El Salvador. 

Lula fala em proteger a vida com uma segurança pública mais eficiente e integrada. Ele defende que haja avanço na construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública mais articulado, fortalecimento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e consolidação do Sistema de Inteligência de Segurança Pública e Justiça Criminal. O petista defende que seja mantida uma política de controle de armas e munições e também fala sobre fortalecer o sistema penitenciário federal. Ele não aborda redução da maioridade penal.

Ouça o primeiro horário eleitoral de Flávio Bolsonaro e Lula no rádio no 2º turno das eleições:
Fonte: Portal Terra
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