O que há de diferente nos planos de governo de Flávio Bolsonaro e Lula? Confira pontos de destaque
Candidatos se enfrentam novamente no segundo turno das eleições no último domingo do mês, dia 25
No último domingo de outubro, dia 25, os eleitores brasileiros irão escolher o novo presidente do Brasil: Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT). Os candidatos se apresentam como opositores e isso também se evidencia em seus planos de governo protocolados junto à Justiça Eleitoral. Mas, afinal, no que eles divergem?
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O plano de Lula tem 84 páginas, enquanto o de Flávio tem 76, e seus planos se encontram em alguns pontos específicos: ambos falam sobre a universalização dos serviços públicos passíveis de digitalização, assim como defendem a consolidação de um prontuário eletrônico único do cidadão na saúde. Os dois também defendem a ampliação da oferta de crechêes, do ensino técnico e tecnológico no Ensino Médio e têm propostas para valorizar pequenos negócios.
Mas as diferenças entre eles falam mais alto. Além de propostas distintas, Flávio e Lula apresentam caminhos diferentes para solucionar questões que marcam o Brasil em áreas de trabalho, segurança pública, política externa e economia. Confira:
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Trabalho
Flávio fala sobre “reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos” com contratos específicos – mais atrativos para as empresas – para jovens de 18 a 24 anos que buscam o primeiro emprego e também para pessoas com 50 anos ou mais que estão desempregadas a pelo menos um ano. Ele também cita tornar a jornada flexível, permitindo que o “trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos”.
Lula defende o fortalecimento sindical e a redução da jornada de trabalho. “Manteremos nossa ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados”. Ele fala ainda sobre continuar com a política de valorização do salário mínimo e combater “a pejotização espúria”.
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Economia
Para melhorar a dívida pública, Flávio Bolsonaro defende que haja um grande tesouraço: “um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz”. Ele fala sobre revisar o pacto federativo, redefinir regras e processos orçamentários para agilizar a aprovação, a liberação dos recursos e a prestação de contas. O candidato do PL também diz que dará continuidade à reforma administrativa, com corte de no mínimo 10 ministérios, redução de cargos comissionados e o combate aos penduricalhos e supersalários.
Lula fala sobre a economia de forma interseccional em meio aos temas. No tópico “Promover uma Economia Mais Sustentável, Produtiva e Digital, Para Todas e Todos” de seu plano de governo, o candidato do PT diz ser preciso “continuar implementando uma política macroeconômica comprometida com o crescimento, a redução das desigualdades, a valorização do trabalho, a responsabilidade ambiental, a responsabilidade fiscal, a queda dos juros e a inflação controlada” para o Brasil dar um salto de desenvolvimento;
Eles também divergem sobre estatais e privatizações. Flávio Bolsonaro defende o enxugamento do Estado, retomando o “Programa Nacional de Desestatização”. Lula, por sua vez, prioriza o fortalecimento de empresas públicas estratégicas.
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Política externa e soberania
Flávio Bolsonaro defende a “soberania com profissionalismo, não com ideologia”. Com o intuito de abrir mercados para produção, atrair investimentos e garantir que a força do País seja respeitada, ele diz que o Brasil não irá tratar com adversários parceiros importantes e tradicionais como Argentina, Estados Unidos e Israel, que “foram levados ao limite do rompimento”. Flávio defende o equilíbrio entre a abertura comercial e o papel do Estado de evitar a dependência excessiva em áreas críticas.
Lula defende que o Brasil deve reafirmar sua soberania e preservar sua capacidade de fazer escolhas políticas e econômicas de forma independente. O petista fala sobre proteger as fronteiras, a Amazônia e a Amazônia Azul, e também diz que o Brasil deverá ser cada vez mais “independente, ativo e comprometido com a integração regional e com a afirmação da América do Sul e do Caribe como zona de paz”, aprofundando a aproximação com o BRICS e com o Sul Global “para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade”.
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Sistema prisional e maioridade penal
Flávio Bolsonaro defende o plano “Brasil sem medo” em sua campanha, onde diz que, se eleito, irá “declarar guerra ao crime organizado”, onde PCC, CV, milícias e todas as outras facções serão postas como organizações narcoterroristas. Ele também defende a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, incluindo punição para maiores de 14 anos que cometerem crimes graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato. Outra frente de Flávio na segurança pública é a de criar o Sistema Nacional de Fronteira para combate ao crime organizado, assim como ter cinco presídios de segurança máxima no modelo adotado por El Salvador.
Lula fala em proteger a vida com uma segurança pública mais eficiente e integrada. Ele defende que haja avanço na construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública mais articulado, fortalecimento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e consolidação do Sistema de Inteligência de Segurança Pública e Justiça Criminal. O petista defende que seja mantida uma política de controle de armas e munições e também fala sobre fortalecer o sistema penitenciário federal. Ele não aborda redução da maioridade penal.

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