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Antes do debate, candidatos criticam aumento para o STF

Maioria dos presidenciáveis considerou como "descabida" a medida de reajuste salarial dos ministros

10 ago 2018
00h08
atualizado às 07h53
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Na chegada à sede da TV Bandeirantes, em São Paulo, na noite desta quinta-feira, 9, para o primeiro debate presidencial das eleições 2018, os candidatos fizeram coro para criticar a proposta de reajuste do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), decidida na véspera pelos ministros da Corte.

Marina critica reajuste do STF antes do debate na Band
Marina critica reajuste do STF antes do debate na Band
Foto: Paulo Lopes / Futura Press

Alvaro Dias (Podemos) disse que a proposta, neste momento, é "descabida". Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que o STF não pode aprovar um aumento desse porte, de 16,38%.

Para Marina Silva (Rede), o momento não é de "privilégio para uns e sacrifício para outros". Geraldo Alckmin (PSDB) argumentou que o momento que o País vive não é de expansão de gastos, mas de contenção.

Já Henrique Meirelles (MDB) afirmou que o orçamento não tem capacidade para comportar o aumento dos salários do Supremo.

Além da proposta do STF, alguns candidatos aproveitaram para defender outras propostas de campanha.

Dias reforçou seu discurso de que é preciso acabar com o "sistema corrupto", que levou o país a "fracassar". Boulos, prometeu colocar no Ministério da Agricultura, se eleito, trabalhadores e representantes dos movimentos dos sem-terra.

Alckmin, por sua vez, afastou a ideia de que seja o candidato do mercado ou da gestão Temer. "Não existe candidato do mercado, vamos defender propostas". Na mesma linha, Meirelles declarou ser "o candidato da renda e do emprego".

Cabo Daciolo (Patriota) não quis responder sobre a proposta de reajuste do STF. Com uma Bíblia na mão, disse estar esperando pelo debate há quatro meses. "Glória a Deus que essa porta foi aberta, é como se a campanha começasse agora."

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Estadão

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