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Mourão afirma que é preciso 'relevar' fala de Bolsonaro

Vice do candidato do PSL disse que declaração é de 'um homem que quase morreu' e precisa ser relevada

17 set 2018
15h32
atualizado às 15h46
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O general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018, declarou nesta segunda-feira (17) que é preciso "relevar" as últimas declarações do capitão reformado de que poderia contestar o resultado das eleições se o voto não for impresso. Segundo Mourão, os comentários foram feitos por um homem que "praticamente morreu".

"Vocês têm que relevar um homem que quase morreu há uma semana, fez duas cirurgias. Vamos relevar o que ele disse", disse o general a jornalistas, após participar de um evento no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Minha posição é o jogo é essa, vamos jogar e vencer no primeiro turno. Quem vencer, venceu. Só tenho pena do Brasil se o PT vencer", complementou.

O candidato disse ainda que a decisão sobre substituir Bolsonaro nos debates e demais compromissos de campanha cabe o próprio candidato. "O candidato é o Bolsonaro. Sou o apêndice dele. Depende que ele aceite (a substituição nos debates) e os demais candidatos também."

O general Hamilton Mourão, candidato à vice-presidência, afirmou que é preciso 'relevar' a fala de Jair Bolsonaro
O general Hamilton Mourão, candidato à vice-presidência, afirmou que é preciso 'relevar' a fala de Jair Bolsonaro
Foto: Marcelo Chello / CJPress / Estadão

Neste domingo (16), Bolsonaro publicou um vídeo ao vivo na internet, direto do Hospital Albert Einstein, onde está internado. Nele, o candidato atacou as pesquisas de opinião que apontam sua derrota no segundo turno e o crescimento do petista Fernando Haddad.

Acamado, com aparência debilitada e chorando em vários trechos da transmissão, Bolsonaro levantou a possibilidade de haver fraude nas eleições de outubro para beneficiar o PT. "Essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta", afirmou Bolsonaro.

Também nesta segunda, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, disse que as urnas eletrônicas brasileiras "são totalmente confiáveis". "As urnas eletrônicas são totalmente confiáveis. Os sistemas são abertos para auditagem, a todos os partidos políticos. Tem gente que acredita em Saci Pererê", comentou.

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Estadão
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