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Ministro de Temer recomenda voto em Bolsonaro

Carlos Marun também revelou que nunca votou na chapa do atual presidente, encabeçada pela petista Dilma Rousseff

15 out 2018
19h02
atualizado às 19h11
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O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), disse nesta segunda-feira, 15, em entrevista no Palácio do Planalto, que tem "recomendado aos seus amigos" o voto no candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no segundo turno das eleições 2018. "Mesmo discordando de algumas situações em relação às palavras do candidato Bolsonaro, eu entendo que o meu pensamento encontra mais sinergia com as suas colocações", declarou, listando a pauta em comum.

"Ele defende valorização da família, o combate duro à violência, votou pelo impeachment como eu, pela redução da maioridade penal. Ou seja, existe uma maior proximidade ou uma menor distância entre nossos pensamentos e com a pauta do nosso governo", comentou, ressalvando que não vai fazer campanha para o deputado. "Não pleiteio nenhum espaço, mas recomendo aos amigos que me perguntam o voto no 17", apontou ele, negando que esse "apoio" possa atrapalhar o líder das pesquisas, já que Marun integra o impopular governo Michel Temer (MDB). "Só recomendo aos amigos", reiterou.

Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun
13/03/2018
REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun 13/03/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

No primeiro turno da eleição deste ano, o ministro informou que apoiou a candidatura de Henrique Meirelles, o candidato do MDB, seu partido. Mas não deixou de criticar o ex-ministro da Fazenda por não ter defendido o governo Temer durante a sua campanha. Segundo Marun, que na verdade não votou no primeiro turno, porque estava em Brasília e seu título é do Mato Grosso do Sul, "Meirelles foi pouco combativo, pouco governo". E ironizou: "poderia ter sido um pouco mais (governo). Talvez tivesse recebido mais votos". Meirelles terminou em sétimo lugar na corrida eleitoral, com 1,2% dos votos, ficando atrás até mesmo de Cabo Daciolo, do Patriota, que obteve 1,26% dos votos.

O ministro Marun falou que "seu voto sempre foi aberto" e que não tem "o menor problema" em dizer quem apoiou nas últimas eleições. Ao listar os seus candidatos, acabou "confessando" que nunca votou na candidata do PT, Dilma Rousseff, nem em 2010 e nem em 2014, o que significa que nunca votou em Michel Temer, vice da chapa da petista, que era do então PMDB, partido de Marun. Ele justificou que tentou eleger os tucanos José Serra e Aécio Neves nestas duas eleições, por questões regionais.

Marun chegou a confidenciar que, no primeiro turno de 2014, por orientação partidária, votou até em Marina Silva, já que, no seu estado, o MDB apoiava Eduardo Campos, do PSB, que morreu em um acidente aéreo, abrindo a vaga para a candidata. Marun contou ainda que nunca votou em Fernando Collor de Mello ou em Fernando Henrique Cardoso, mas que, em 1994, votou a favor do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato.

Ao comentar que nunca votou em Temer, por conta de questões regionais, onde o MDB era contra o PT, Marun disse que, depois de um tempo, acabou em algumas ocasiões, votando com o governo. Segundo ele, a certa altura, o então vice-presidente o chamou para conversar para convencê-lo a votar com o governo, justificando que o seu partido estava no governo. Mas, Marun ressaltou que depois apoiou a CPI da Petrobras e o impeachment de Dilma.

Marun, no governo Temer, no entanto, tornou-se um dos seus mais fiéis escudeiros, quando estava no Congresso e, depois, no Planalto, como ministro-chefe da Secretaria de Governo.

Estadão

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