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Jovens debatem combate à violência contra a mulher com a Patrulha Maria da Penha

Iniciativa reúne participantes do Programa Partiu Futuro Reconstrução e culminará em Fórum com centenas de jovens em Porto Alegre

11 jul 2026 - 16h01
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Cerca de 150 jovens da segunda edição do Programa Partiu Futuro Reconstrução participaram, nesta quinta-feira (9), de palestra sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade foi conduzida por policiais militares da Patrulha Maria da Penha, no auditório da Faculdade Estácio, em Porto Alegre.

Foto: Zé Carlos de Andrade / Porto Alegre 24 horas

O encontro integra o ciclo de palestras "Diálogos que Protegem - Vozes pela Vida: Juventude, Respeito e Cultura da Paz", promovido pela Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi. A iniciativa busca sensibilizar os aprendizes para a identificação das diferentes formas de violência, o combate à naturalização de comportamentos abusivos e a construção de relações pautadas pelo respeito e pela igualdade.

A palestra reuniu participantes de Porto Alegre e municípios da Região Metropolitana atendidos pelo Programa Partiu Futuro Reconstrução, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Durante o encontro, policiais militares da Patrulha Maria da Penha abordaram a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência, os mecanismos de proteção às vítimas e a importância da denúncia. Também mostraram casos reais de violência contra a mulher.

A soldada Da Silva, da Patrulha Maria da Penha, foi uma das palestrantes e destacou a importância de levar informações aos jovens. "A gente tenta conscientizá-los sobre os sinais de alerta antes da agressão física, como gritar, ameaçar, ofender, de forma a não normalizarem esse tipo de explosão. Também tentamos incentivá-los a procurar ajuda. Depois de adultos, tudo é mais difícil", adverte.

"Foi uma experiência muito boa, aprendemos sobre a Lei Maria da Penha e também que violência não é só agressão e assédio, há muitos outros sinais que temos que ficar ligados. Vou ficar mais atento e procurar prestar mais atenção nas coisas que acontecem ao meu redor", afirmou o estudante Teylor Souza, 15 anos, de Viamão.

A estudante Rafaella Barcelos, 17 anos, de Porto Alegre, entende que as escolas deveriam conversar mais com os jovens sobre esses temas. "Essas palestras têm sido muito importantes para trazer uma maior reflexão. Quando a gente aprende desde pequeno, leva para toda a vida", acredita.

As palestras reúnem representantes de órgãos especializados, como Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), Centros de Referência da Mulher (CRM), Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), Procuradoria da Mulher e Promotoria Especializada de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, entre outros.

As atividades realizadas em 30 municípios gaúchos encerrarão com o "Fórum Vozes pela Vida: de jovem para jovem no fortalecimento da cultura do respeito à mulher", previsto para o início do mês de agosto, em Porto Alegre. O encontro terá a presença de centenas de participantes para ampliar a reflexão sobre juventude, direitos, prevenção da violência e construção de uma sociedade mais segura e igualitária.

Sobre o Programa Partiu Futuro Reconstrução

Ao todo, 2.785 jovens de 75 municípios gaúchos participam da segunda edição do Programa Partiu Futuro Reconstrução. A Demà Aprendiz atende parte desse montante: 1.840 em 30 cidades. O programa é promovido pelo Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Sedes.

À Demà Aprendiz cabe a coordenação da capacitação teórica e o acompanhamento das atividades realizadas em órgãos públicos, aliando a aprendizagem profissional ao desenvolvimento integral dos participantes para a qualificação no mundo do trabalho. Os jovens conciliam a formação teórica, realizada uma vez por semana, com a atuação em órgãos estaduais e municipais, onde atuam quatro dias por semana.

A iniciativa é voltada a pessoas com idade entre 14 e 22 anos, egressas ou matriculadas na rede pública de ensino, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e que foram impactadas pelas enchentes de maio de 2024 ou residem em municípios integrados ao Programa RS Seguro. O contrato tem duração de um ano e prevê carga horária total de 1.040 horas.

Os participantes recebem bolsa-auxílio de R$ 894,52 para uma jornada de 20 horas semanais, vale-alimentação de R$ 550 e vale-transporte, quando necessário. Também contam com carteira assinada e acesso a todos os direitos garantidos por lei, como FGTS, INSS, férias e 13º salário.

Porto Alegre 24 horas
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