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Flávio Bolsonaro dividia conta bancária com advogado suspeito de lavar dinheiro do INSS, diz site

Flávio teria sido excluído como usuário da conta um mês após deflagração da primeira fase da operação Sem Desconto; senador e advogado negam

10 out 2026 - 09h49
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Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro dizem publicamente que são amigos
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro dizem publicamente que são amigos
Foto: Reprodução/X

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), teria uma conta no banco Santander com o advogado Willer Tomaz, investigado na operação Sem Desconto, segundo indicam e-mails obtidos pela Polícia Federal. A informação foi divulgada pelo Uol, neste sábado, 10. Ao site, Flávio e Tomaz negam.

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O senador já foi questionado anteriormente sobre seu vínculo com Willer Tomaz, descrito por ele como um amigo próximo e "respeitadíssimo". Segundo Flávio, o advogado estaria sendo "perseguido" por fazer parte de seu entorno. 

Tomaz é investigado pela Polícia Federal no caso dos descontos indevidos contra aposentados do INSS. Ele é suspeito de ter lavado dinheiro desviado das aposentadorias para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado. O advogado foi alvo de busca e apreensão em agosto. Em 2017, Tomaz chegou a ser preso no inquérito sobre propina paga pela JBS, em denúncia que posteriormente foi rejeitada por falta de provas.

Na investigação sobre os desvios no INSS, a PF encontrou e-mails trocados entre o escritório de advocacia de Willer Tomaz e o banco Santander.

Em 22 de maio de 2025, uma funcionária de Tomaz pede ao Santander que fossem desassociadas do "usuário master" a conta "3219*******29 - Flávio Bolsonaro" (os números da conta foram suprimidos por questões de privacidade).

Em resposta ao e-mail, o Santander confirma que a contra atrelada a Flávio Bolsonaro havia sido excluída. O movimento teria ocorrido praticamente um mês após a deflagração da primeira fase da operação Sem Desconto. 

O Santander permite que mais de uma pessoa acessem uma conta de Pessoa Jurídica (PJ). Para isso, ele divide os usuários entre "master", que pode executar todas as operações da conta, e "secundário", que pode fazer funções permitidas pelo master.

Ainda segundo o site, o e-mail da funcionária de Tomaz fazia referência a mais de um usuário que podiam administrar uma conta PJ ligada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, em que o advogado aparece como sócio. 

Em seu relatório, a Polícia Federal aponta a necessidade de aprofundar as investigações sobre movimentações financeiras de Willer Tomaz e suas empresas, assim como sua relação com agentes públicos a exemplo de Flávio Bolsonaro.

Ao site, a assessoria do candidato à Presidência disse que "nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz". 

"Toda e qualquer informação nesse sentido é falsa. Igualmente falsa é a alegação de que o senador teria criado um usuário no sistema Rede Loto. Isso jamais ocorreu", continuou.

A assessoria de Flávio disse ainda que as informações seriam "insinuações" compartilhadas com o "propósito único" de "espalhar fake news". "É importante ressaltar que a divulgação de fake news é crime eleitoral. Os envolvidos pela divulgação de notícias falas serão responsabilizados criminalmente", escreveu a equipe.

A assessoria do advogado Willer Tomaz também negou a existência da conta dividida com Flávio Bolsonaro. 

'Entre os dois há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira. Atribuir-lhe condutas inexistentes, com base em ilações sem comprovação, é uma grave irresponsabilidade", escreveu. 

"Em plena campanha eleitoral, fabricam-se mentiras com o evidente propósito de interferir no resultado do pleito", complementou a assessoria, que finalizou dizendo que Tomaz adotará medidas judiciais cabíveis contra quem divulgar "acusações falsas ou utilizarem informações obtidas ilicitamente para atingir sua honra e reputação".

Fonte: Portal Terra
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