Empresário do Pará promete dinheiro e coage funcionários a não votarem em Lula
Em vídeo que circula nas redes sociais, homem ainda promete R$ 200 em caso de vitória de Jair Bolsonaro no 2º turno das eleições
Um empresário de São Miguel do Guamá (PA) prometeu pagar R$ 200 para os funcionários caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) vença as eleições no segundo turno. A compra de votos foi anunciada para aqueles que declararem seu voto no candidato, os coagindo.
O caso ganhou destaque no Twitter nesta quarta-feira, 5, quando o jornalista da Willian De Lucca publicou um vídeo em que mostra o empresário Maurício Lopes Fernandes Júnior, o “Da Lua”, em conversa com os funcionários.
Nas imagens, Maurício afirma que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não pode “ganhar o segundo turno de jeito nenhum”. “Eu sei que aqui nem todo mundo é Lula, não sei tá metade a metade. O negócio é o seguinte, nós temos que se unir para que o Lula não ganhe, porque se o Lula ganhar, você pode ter certeza que mais da metade dessa São Miguel vai fechar”, declarou.
Ele ainda diz que fechará as portas portas dos três comércios que tem no ramo de tijolos e telhas. “Porque ninguém vai aguentar o pepino que vem”, justifica. Em seguida, ele faz a “proposta” aos funcionários, e os coage a votar em Bolsonaro.
“Vou pegar o nome de cada um de vocês aqui, tanto faz se tem carteira assinada. [...] Todo mundo que tiver aqui e que quiser dar o nome, se o presidente ganhar a eleição, todo mundo aqui vai ter R$ 200 no bolso”, finaliza.
No Brasil, a captação de sufrágio, ou como é conhecida, compra de votos, é crime. O Código Eleitoral, no artigo 229, considera crime e prevê pena de reclusão de até quatro anos e pagamento de multa.