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"Ela gritou comigo, me interrompeu", diz Bolsonaro de Marina

Candidato do PSL negou que tenha sido grosseiro com a ex-senadora, que o pressionou após resposta sobre mulheres

18 ago 2018
14h42
atualizado às 15h10
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RIO - O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, minimizou o embate que teve com a candidata Marina Silva (Rede) no debate desta sexta-feira, 17, na RedeTV!. Ele negou que tenha sido grosseiro com a ex-senadora, que, insatisfeita com uma resposta de Bolsonaro sobre mulheres, criticou o posicionamento do deputado acerca da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

Jair Bolsonaro em erimônia de entrega de espadins a cadetes em formatura na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende
Jair Bolsonaro em erimônia de entrega de espadins a cadetes em formatura na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende
Foto: Fabio Motta / Estadão

"Eu acho que fui duro o suficiente, porque estava discutindo ali a questão do aborto e legalização da maconha. Ela não gostou porque perdeu praticamente o apoio de certos setores da sociedade que ela tinha e não tem mais", disse Bolsonaro após cerimônia de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende, no sul fluminense. "Ela gritou comigo, me interrompeu, e eu a tratei com a maior cordialidade possível."

No Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato, reforçou o discurso de que o pai estaria no papel de vítima diante da concorrente. "Marina Silva deu passos nas direção (sic) de Bolsonaro com a intenção de intimidá-lo. Imagina se fosse o contrário?", escreveu.

Questionado se havia preocupação de impopularidade entre o eleitorado feminino, Bolsonaro afirmou que há uma tentativa de rotulá-lo como contrário aos direitos das mulheres. "Estão tentando me jogar contra as mulheres, contra os negros, contra os gays. É essa tentativa o tempo todo de me rotular. Eu defendo a mulher para valer", disse o candidato do PSL. Segundo a última pesquisa Ibope, 55% do eleitorado indeciso é feminino - e, dentro do eleitorado de Bolsonaro, há uma discrepância entre homens e mulheres.

O presidenciável argumentou que sempre há mulheres nos palanques de seus comícios e que defende a lei do feminicídio aliada à posse de armas de fogo para que elas possam se defender. Bolsonaro acrescentou ainda que "adora as mulheres" e, para exemplificar, citou sua paternidade. "Você duvida? Tenho cinco filhos", brincou o candidato.

Após o debate desta sexta-feira, Marina disse que os concorrentes eleitorais costumam subestimar as mulheres e que é preciso se preocupar com a desigualdade salarial entre elas e os homens. "Há um desrespeito com a democracia, com a verdade ao dizer que não se precisa se preocupar porque já está resolvido na CLT. Não está resolvido."

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Estadão
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