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Beto Albuquerque assume campanha de Marina interinamente

21 ago 2014 18h14
| atualizado às 18h18
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O vice candidato na chapa presidencial encabeçada por Marina Silva, Beto Albuquerque, minimizou, nesta quinta-feira, as críticas feitas por Carlos Siqueira à Marina e sua saída da coordenação de campanha: "houve um pequeno desentendimento de palavras, que nesse momento de tensão acabou causando um atrito", disse. Albuquerque também anunciou que assumirá a coordenação de campanha interinamente, até que o PSB escolha um novo nome.

<p>Beto Albuquerque (centro), ao lado de Eduardo Campos e Marina Silva</p>
Beto Albuquerque (centro), ao lado de Eduardo Campos e Marina Silva
Foto: Reprodução / Facebook

Ao anunciar sua saída, Siqueira disse que Marina “está tentando mandar no partido”, e que ela teria sido desrespeitosa com ele. Albuquerque rebateu a afirmação: "a Marina não ofendeu ninguém na reunião. Não é verdade que houve ofensa. A Marina é uma mulher delicada, generosa".

A candidata à Presidência escolheu Walter Feldman, seu aliado ligado à Rede Sustentabilidade, para assumiu a coordenação-executiva na campanha ao lado de um nome do PSB. Ela, porém, negou que tenha tirado Siqueira de seu cargo. "A única mudança que aconteceu foi no comitê financeiro, que terá que ser criado um novo comitê financeiro, e que o Bazileu (Margarido) saiu do comitê de coordenação-geral, que ele era o coordenador-adjunto, e foi para o comitê financeiro", disse Marina.

Albuquerque relatou que irá assumir a coordenação de campanha pelo PSB: "a minha disposição é assumir interinamente a titularidade da campanha até que a gente encontre no PSB um nome de consenso pra operar o dia a dia", afirmou. 

Conflitos
A ex-senadora Marina Silva assumiu a cabeça da chapa presidencial da coligação liderada pelo PSB após a morte do então candidato Eduardo Campos em um acidente aéreo.

Ela filiou-se ao PSB em outubro do ano passado, no último dia permitido por lei para que candidatos que pretendiam disputar a eleição deste ano se filiassem a algum partido.

Ela decidiu se aliar a Campos após não conseguir viabilizar junto à Justiça Eleitoral a criação de seu próprio partido, a Rede Sustentabilidade.

Após sua entrada e de boa parte de seu grupo político no PSB, Marina disse que ela e seus partidários tinham data para sair do partido e que pretendia se dedicar à oficialização da Rede.

A ex-senadora se opôs a algumas das alianças regionais firmadas pelo PSB, como a feita em São Paulo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a fechada no Rio de Janeiro, com o candidato do PT ao governo do Estado, Lindbergh Farias.

(Com informações da Reuters)

Fonte: Especial para Terra
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