Candidatos pediram direito de resposta 21 vezes durante o debate da TV Gazeta
Guilherme Boulos foi o que mais solicitou o recurso, enquanto Ricardo Nunes foi atendido mais vezes em suas solicitações
O debate realizado pela TV Gazeta e o Canal MyNews foi marcado pelas trocas de acusações, ofensas e provocações entre os candidatos. Por conta das diversas agressões, os candidatos à prefeitura de São Paulo não economizaram nos pedidos de direito de resposta à organização do programa. Ao todo, foram feitos 21 pedidos.
Com exceção de Tabata Amaral (PSB), todos os outros participantes do debate se sentiram atacados pessoalmente e pediram para responder às acusações dos adversários.
Nos cinco blocos do programa, apenas no último não houve nenhum pedido de resposta.
No primeiro bloco, foram quatro pedidos. No segundo bloco do debate, foram oito solicitações de direito de resposta. Já no quarto bloco, apenas um pedido foi realizado.
Pedidos e respostas
Chamado mais de uma vez de “invasor” pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), por conta do seu histórico de ocupações na época em que liderava o Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (Psol) pediu a organização do debate o direito de resposta sete vezes, mas só em duas foi atendido.
Em contrapartida, Nunes foi o candidato que mais vezes teve seus pedidos acatados pela produção. Acusado por Boulos de ter ligação no esquema das Máfias das Creches e ter sido chamado de “Bananinha” e “amante de Bolsonaro” por Pablo Marçal (PRTB), o prefeito de São Paulo pediu direito de respostas cinco vezes e teve o direito concedido três vezes.
Marçal, que foi chamado por Nunes de “Tchuthuca do PCC”, e de “bandido” por José Luiz Datena (PSDB) e Boulos, também recorreu à organização do programa cinco vezes e foi atendido duas vezes.
Dentre os candidatos que pediram o direito de resposta, Datena foi o que menos se valeu da prerrogativa solicitando quatro vezes, e foi atendido uma única vez.