Candidatos à Presidência reagem a queda do sigilo do caso Master: 'Muita gente não dormiu bem essa noite'
Supremo retirou sigilo das investigações em torno do caso Master na noite de quinta-feira, 10
Candidatos à presidência da República reagem à retirada do sigilo das investigações sobre fraudes cometidas pelo banqueiro Daniel Vorcado, dono do Master, que ocorreu na virada da noite para essa sexta-feira, 11. Em meio às movimentações, também foi revelado que Flávio Bolsonaro (PL) é investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos de Vorcaro.
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Até a publicação desta matéria, a maior parte dos candidatos não se manifestou publicamente sobre o caso. Já quem falou, não citou diretamente a questão envolvendo Flávio -- e focou no escândalo do Master como um todo.
Confira o que comentaram os presidenciáveis:
Renan Santos (Missão)
Assim que foi anunciada a queda de sigilo, no fim da noite de quinta-feira, 10, Renan Santos se manifestou nas redes sociais: “Essa quebra de sigilo do inquérito do Banco Master vai deixar muito candidato a presidente sem conseguir dormir hoje. Eu vou dormir tranquilo”, afirmou, sem citar nomes.
“O Fachin liberou geral. É uma noite muito longa pros advogados dos meus adversários. Mas eu vou dormir um sono justo. Isso ainda tem um valor. Agora amanhã o bicho vai pegar mesmo”, complementou, nos stories do Instagram, antes de dormir.
Na manhã desta sexta-feira, 11, ele voltou a comentar o caso nas redes sociais. Ele afirmou que, para ele, precisa cair o sigilo em torno de tudo que envolva a produção Dark Horse. Em paralelo, para ele, também deveria cair o sigilo em torno do caso do INSS, onde há suspeita de envolvimento de Lulinha, filho de Lula.
Romeu Zema (Novo)
“Excelente a notícia de que não vai haver mais sigilos no processo que envolve o Banco Master, Daniel Vercaro. Deve ter muita gente em Brasília que não dormiu bem essa noite. Mas é isso que nós precisamos mostrar para os brasileiros o que realmente aconteceu e está acontecendo”, afirmou Romeu Zema em vídeo publicado nas suas redes sociais nesta sexta-feira, 11.
“Uma roubalheira enorme e tentativa de obstruir, de deter a investigação, que não pode acontecer”, complementou. O candidato afirmou, ainda, que estará presente em Brasília na próxima terça-feira, dia 15, para a plenária extraordinária convocada no Supremo pelo presidente do STF, Edson Fachin, para tratar suspeitas de envolvimentos de Alexandre de Moraes com o banqueiro Vorcaro.
“Precisamos nos mobilizar, não pode parar essa investigação, não podemos aceitar essa pouca vergonha que tomou conta de Brasília”, finalizou.
Não se manifestaram
Até a publicação desta matéria, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), não se pronunciaram publicamente sobre a movimentação envolvendo a investigação de Flávio Bolsonaro, nem sobre a retirada do sigilo do caso Master.
Caiado, até o momento, também não se pronunciou. No seu caso, desde a tarde de quinta-feira, 10, o candidato está internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, diagnosticado com pneumonia. “O paciente encontra-se clinicamente estável, respirando espontaneamente e apresentando boa evolução clínica”, pontuou o boletim médico assinado pela cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar, da unidade médica.
O que dizem as defesas
Nas redes sociais, até a publicação desta matéria, Flávio Bolsonaro não se pronunciou. Ele chegou a publicar um vídeo no seu Instagram sobre o preço de produtos nos supermercados, mas não cita a investigação.
O Terra acionou a campanha do candidato em busca de um posicionamento e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
Em paralelo, ao Estadão, o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) avalia que o assunto Dark Horse já foi amplamente exposto nos últimos meses, tendo provocado desgaste. “Há 4 meses vocês da imprensa falam a respeito. E muitos já fizeram pré-julgamento. [Flávio] não geriu, não recebeu, não operou nem administrou os recursos do filme”, afirmou à Coluna do Estadão.
A defesa do Vorcaro afirmou que não vai comentar sobre os documentos da Polícia Federal.

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