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Boulos ameaça com prisão quem especular com preço de combustível

20 mar 2026 - 13h47
(atualizado às 14h23)
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O ministro ‌da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ameaçou nesta sexta-feira com a possibilidade de prisão de representantes de distribuidoras e postos de combustíveis que especularem com os preços em meio à guerra no Oriente Médio.

Boulos classificou como especulativa a alta dos preços dos ⁠combustíveis em meio à guerra entre EUA e Irã, que vem ‌provocando a disparada do petróleo em nível global. O ministro acrescentou que não há razões ou motivos para elevações de preços ‌após o pacote de medidas do ‌governo, que incluiu isenção de impostos e um programa de ⁠subvenção.

Para o ministro, distribuidoras e postos que aumentam os preços do diesel estão cometendo banditismo e um crime contra a economia popular.

"As distribuidoras não estão pagando a mais pelo óleo diesel, mas estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo. Isso é um ‌crime contra a economia popular. A Polícia Federal está na rua, ‌a Senacom está na ⁠rua com os ⁠Procons do Brasil inteiro. E é o seguinte: já houve operações em ⁠400 postos nas últimas 48 ‌horas, em várias distribuidoras, ‌com lacração e aumento de multas", disse ele a jornalistas em evento na FGV, no Rio de Janeiro.

"O próximo passo é a prisão de representantes deles, que estão cometendo um ⁠crime contra a economia popular. Isso é banditismo, isso é banditismo de postos de gasolina e distribuidoras que estão cometendo um crime contra a economia popular", acrescentou.

Boulos também disse que se reunirá com caminhoneiros na próxima quinta-feira, ‌depois de a categoria ter anunciado, na noite de quarta-feira, que havia desistido de uma greve.

A pauta do encontro será o ⁠não cumprimento — ou o desrespeito — ao pagamento do frete mínimo aos caminhoneiros que circulam pelas rodovias e estradas do país.

"Não dá para as grandes empresas não cumprirem o piso mínimo, que é lei, de pagamento aos caminhoneiros autônomos no frete. Elas não estão cumprindo", afirmou Boulos.

"O governo intensificou a fiscalização nos últimos meses — nós já vimos os caminhoneiros no fim do ano —, intensificou a fiscalização, mas mesmo com as multas, que superam R$400 milhões nos últimos três meses, mesmo com essas multas, eles continuam. Parece que compensa para eles ter a multa e não pagar o piso", finalizou.

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