Boulos ameaça com prisão quem especular com preço de combustível
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ameaçou nesta sexta-feira com a possibilidade de prisão de representantes de distribuidoras e postos de combustíveis que especularem com os preços em meio à guerra no Oriente Médio.
Boulos classificou como especulativa a alta dos preços dos combustíveis em meio à guerra entre EUA e Irã, que vem provocando a disparada do petróleo em nível global. O ministro acrescentou que não há razões ou motivos para elevações de preços após o pacote de medidas do governo, que incluiu isenção de impostos e um programa de subvenção.
Para o ministro, distribuidoras e postos que aumentam os preços do diesel estão cometendo banditismo e um crime contra a economia popular.
"As distribuidoras não estão pagando a mais pelo óleo diesel, mas estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo. Isso é um crime contra a economia popular. A Polícia Federal está na rua, a Senacom está na rua com os Procons do Brasil inteiro. E é o seguinte: já houve operações em 400 postos nas últimas 48 horas, em várias distribuidoras, com lacração e aumento de multas", disse ele a jornalistas em evento na FGV, no Rio de Janeiro.
"O próximo passo é a prisão de representantes deles, que estão cometendo um crime contra a economia popular. Isso é banditismo, isso é banditismo de postos de gasolina e distribuidoras que estão cometendo um crime contra a economia popular", acrescentou.
Boulos também disse que se reunirá com caminhoneiros na próxima quinta-feira, depois de a categoria ter anunciado, na noite de quarta-feira, que havia desistido de uma greve.
A pauta do encontro será o não cumprimento — ou o desrespeito — ao pagamento do frete mínimo aos caminhoneiros que circulam pelas rodovias e estradas do país.
"Não dá para as grandes empresas não cumprirem o piso mínimo, que é lei, de pagamento aos caminhoneiros autônomos no frete. Elas não estão cumprindo", afirmou Boulos.
"O governo intensificou a fiscalização nos últimos meses — nós já vimos os caminhoneiros no fim do ano —, intensificou a fiscalização, mas mesmo com as multas, que superam R$400 milhões nos últimos três meses, mesmo com essas multas, eles continuam. Parece que compensa para eles ter a multa e não pagar o piso", finalizou.