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Bolsonaro sugere participação de deputado do DEM no governo

Candidato do PSL diz que conhece Pauderney Avelino desde 1991 e que ele fará parte de sua gestão 'com toda certeza'

24 out 2018
18h11
atualizado às 18h40
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O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) afirmou que está disposto a participar de um eventual governo do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), caso ele vença a eleição no próximo domingo, 28.

Em vídeo gravado por Pauderney, Bolsonaro diz que conhece o parlamentar desde 1991, quando os dois eram filiados ao PDC, e que ele fará parte de sua gestão "com toda certeza". Segundo Bolsonaro, os dois chegaram juntos a Brasília e Pauderney é um "grande companheiro, um grande amigo".

Pauderney Avelino (DEM-AM)
Pauderney Avelino (DEM-AM)
Foto: Antônio Cruz|Agência Brasil / Estadão

"Ele fará parte, com toda certeza, do nosso governo, e fará intermediação com esse Estado próspero e maravilhoso (Amazonas), mas que precisa de alguns reparos, para que vocês possam na economia e em outras áreas também crescer na região", disse Bolsonaro na gravação direcionada a eleitores do Estado de Pauderney.

Nas imagens, Pauderney diz que o "colega de tanto tempo" Jair Bolsonaro será o próximo presidente eleito. Procurado pelo Estadão/Broadcast, foi mais ponderado e disse que, "primeiro tem que ganhar a eleição, depois vamos ver". "Acho que posso, sim, fazer parte (de um eventual governo Bolsonaro)", disse.

O vídeo foi gravado na terça-feira, 23, durante reunião da bancada da bala com Bolsonaro. Pauderney foi ao encontro a convite do deputado Alberto Fraga (DF), também do DEM. Nenhum dos dois conseguiu se eleger na eleição deste ano.

Fraga, por sua vez, disse que não houve conversas com Bolsonaro sobre cargos para o partido num eventual governo, e que o que existe é "uma identificação pessoal" de Bolsonaro com alguns nomes da legenda, e que ele é quem vai decidir possíveis integrantes do seu governo dependendo do resultado do pleito.

Ele admitiu, no entanto, que o DEM é um dos partidos que possui maior alinhamento com o Bolsonaro "porque desde o início defendeu as mesmas ideias", citando o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Fraga destacou que não haverá loteamento de cargos para o partido numa eventual gestão do candidato do PSL.

A aproximação do Bolsonaro aumenta as chances de o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ser reeleito para o cargo numa negociação que envolveria também os partidos que compõem o Centrão.

Embora seja ainda só candidato, Bolsonaro já anunciou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil. Onyx também é o coordenador da campanha de Bolsonaro e atualmente um de seus principais aliados.

Estadão
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