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Pais de candidatos enfrentam calor e ansiedade na Fuvest

Vale tudo para demonstrar apoio: levar a família em peso ao local da prova, esperar debaixo de um sol de mais de 30°C e esconder, claro, a própria ansiedade

6 jan 2014 - 16h35
(atualizado às 16h57)
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<p>&quot;A import&acirc;ncia da coisa toda quem d&atilde;o s&atilde;o os pais. Jamais deixar&iacute;amos de estar ao lado da nossa filha em um momento como esse a USP (Universidade de S&atilde;o Paulo) &eacute; um sonho distante para n&oacute;s, mas um sonho dela do qual compartilhamos&quot;, disse a metal&uacute;rgica Gleidis Sodr&eacute;, 40 anos, junto com o marido, o tamb&eacute;m metal&uacute;rgico Gilberto Almazan, 52 anos</p>
"A importância da coisa toda quem dão são os pais. Jamais deixaríamos de estar ao lado da nossa filha em um momento como esse a USP (Universidade de São Paulo) é um sonho distante para nós, mas um sonho dela do qual compartilhamos", disse a metalúrgica Gleidis Sodré, 40 anos, junto com o marido, o também metalúrgico Gilberto Almazan, 52 anos
Foto: Janaina Garcia / Terra

Do lado de fora dos prédios da Universidade de São Paulo onde são realizadas as provas da segunda fase do vestibular da Fuvest, nesta segunda-feira, a ansiedade não saiu de cena nem mesmo com o fechamento dos portões e a entrada dos candidatos para o segundo dia do exame - desta vez, porém, em irmãos, namoradas e pais dos vestibulandos. Nem mesmo o calor forte de mais de 30°C intimidou a torcida.

"A importância da coisa toda quem dão são os pais. Jamais deixaríamos de estar ao lado da nossa filha em um momento como esse –a USP (Universidade de São Paulo) é um sonho distante para nós, mas um sonho dela do qual compartilhamos", disse a metalúrgica Gleidis Sodré, 40 anos, junto com o marido, o também metalúrgico Gilberto Almazan, 52 anos. O casal veio de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, acompanhar a filha que tenta uma vaga em Letras.

Moradores do bairro do Rio Pequeno, próximo ao campus, também vieram dar “apoio moral” à filha e irmã candidata de História. “É importante dar esse apoio para que ela se sinta protegida. Mas também estamos nervosos”, admitiu a dona de casa Hulema Vicente Noro Affonso, 56 anos, ao lado do marido e da filha mais velha. “Eu brinco com ela, sacaneio, é minha forma de aliviar a tensão dela. Eu mesmo estou bem calmo”, riu o pai da candidata, Sérgio Luiz Affonso, 57 anos.

<p>&ldquo;&Eacute; importante dar esse apoio para que ela se sinta protegida. Mas tamb&eacute;m estamos nervosos&rdquo;, admitiu a dona de casa Hulema Vicente Noro Affonso, 56 anos, ao lado do marido e da filha mais velha. &ldquo;Eu brinco com ela, sacaneio, &eacute; minha forma de aliviar a tens&atilde;o dela. Eu mesmo estou bem calmo&rdquo;, riu o pai da candidata, S&eacute;rgio Luiz Affonso, 57 anos</p>
“É importante dar esse apoio para que ela se sinta protegida. Mas também estamos nervosos”, admitiu a dona de casa Hulema Vicente Noro Affonso, 56 anos, ao lado do marido e da filha mais velha. “Eu brinco com ela, sacaneio, é minha forma de aliviar a tensão dela. Eu mesmo estou bem calmo”, riu o pai da candidata, Sérgio Luiz Affonso, 57 anos
Foto: Janaina Garcia / Terra

Gaúcha de Caxias do Sul, a empresária Luciane Carpeggiani, 47 anos, afirmou que acompanha o filho de 17 anos, que busca vaga em Relações Internacionais, na maratona de vestibulares típica do período. “É muita ansiedade, minha e dele. A nós, pais, cabe dar o melhor em termos de logística”, definiu. “Cabe também a nós lembrar a filha ou o filho que basta a ele fazer o seu melhor, não adianta bater nervosismo, só atrapalha e faz perder o foco”, complementou a assistente administrativa Teresinha Marcon, 47 anos, de São Paulo.

Filha não contou ao pai que curso quer fazer

Já o autônomo Ivan Sérgio Queiroz, 54 anos, de Itapecerica da Serra (Grande SP), fez um pedido à reportagem: “Não me pergunte para qual curso minha filha está prestando vestibular”. Por quê? “Porque ela não quis me contar, e olha que é o terceiro vestibular que a acompanho em segunda fase... Mas assim: desconfio que é Engenharia, porque ela gosta de exatas e me pede ajuda em exercícios de Matemática”, relatou.

Para o autônomo, estar com a filha nessa fase da vida da jovem vai além da mera companhia ou do apoio moral. “É uma maneira de eu me aproximar dela e de mostrar que quero estar junto, acompanhando suas vitórias e seus desafios”, disse, acrescentando que se separou da mulher.

Os números da Fuvest

Ao todo, estão em disputa 11.157 vagas - 11.057 na USP e 100 no curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo. Nesta edição do vestibular foram classificados 2.224 treineiros. 

Ontem, compareceram à prova de Português 30.027 candidatos, o que representou um índice de abstenção de 7,80%, ou 2.542 ausentes.

Fonte: Terra
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