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Veja como as edtechs estão mudando a forma de ensinar

Educação passa por mudanças com empresas que aliam tecnologia ao ensino.

22 abr 2022 01h00
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Foto: EY / Reprodução

Apesar de todas as dificuldades, falhas e carências ocorridas no período mais restritivo da pandemia, é difícil imaginar como ficaria o setor da educação com as escolas fechadas e sem o apoio da tecnologia. Caso não existisse o ensino remoto, possivelmente os estudantes de todos os níveis – do básico ao superior – teriam ficado um longo período sem qualquer acesso às aulas e, em consequência, ao aprendizado. 

A Covid-19 mostrou como a tecnologia tornou-se uma aliada importante em diversos setores da sociedade, entre eles a educação. E a tendência é aumentar ainda mais essa interatividade. Entre as novidades que surgem a cada dia estão as edtechs: empresas, geralmente startups, que utilizam a inovação tecnológica para criar soluções inovadoras na área da educação.  

O termo edtech é uma abreviação de “education technology” ― tecnologia educacional ― e, de acordo com os especialistas, são soluções que procuram unir a tecnologia com o dia a dia de todos os envolvidos no setor: professores, alunos, pais e gestores. Os programas e os trabalhos desenvolvidos envolvem desde um aplicativo para um aluno aprender determinada disciplina até complexos sistemas de gestão para instituições de ensino de todos os níveis. Outros exemplos são cursos online, plataformas de ensino, games educativos e softwares, entre outras soluções. 

Os números crescem a cada dia. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), as edtechs representam hoje o maior segmento entre as startups brasileiras. Os dados mais recentes da entidade, que foram reunidos no Mapeamento de Comunidades 2020, mostram que havia, em 2020, 566 edtechs espalhadas por todo o Brasil. Em 2019, eram 449. 

A maior parte das edtechs (58,7%) está localizada na Região Sudeste, sendo 37,8% no Estado de São Paulo.  Ainda segundo o mapeamento da Abstartups, 12,9% das edtechs mapeadas afirmaram que já ofereceram e/ou venderam suas soluções para órgãos públicos e 88,8% mantiveram seus times durante toda a pandemia, sem a necessidade de fazer demissões por causa da Covid-19. 

“O ano de 2020 foi atípico, tendo em vista os efeitos de uma pandemia mundial. No setor educacional, contudo, a necessidade de as escolas adotarem o ensino remoto destacou a importância da tecnologia e da inovação para os processos de ensino e aprendizagem”, diz trecho do Mapeamento de Comunidades da Abstartups. Segundo o levantamento, 63,8% das edtechs mantiveram ou aumentaram seu faturamento em 2020 e 40% realizaram novas contratações. 

A educação está em constante transformação. É muito gratificante ver essas mudanças acontecendo, pois todo esse processo de transformação tecnológica traz mudanças significativas, como a redução de custos que vem acompanhada de maior oportunidade de acesso para as pessoas”, afirma José Messias Jr., CEO e fundador da Cubos Academy, uma edtech que nasceu no começo de 2020, pouco antes da pandemia ser decretada em todo o mundo. “Neste período, nós desenvolvemos uma metodologia específica para ensinar tecnologia on-line e, dessa maneira, conseguimos engajar muito mais as pessoas do que em cursos presenciais.” 

Segundo ele, a chegada do 5G vai contribuir para o avanço das edtechs pois, para o aluno estudar, é necessário o acesso à internet de boa qualidade, seja por meio de um computador ou pelos dispositivos móveis, como o celular. 

“O 5G traz muito mais velocidade para a internet e isso possibilita ao aluno a ter uma experiência positiva quando estiver estudando. Imagino que, com o passar do tempo, o 5G vai alcançar ainda mais localidades, possibilitando o acesso à educação para mais pessoas”, diz Messias Jr. 

Um dos principais desafios para as edtechs se consolidarem como parte na educação brasileira, diz o CEO da Cubos, é a quebra de paradigmas e elas mostrarem que funcionam efetivamente. “Não dá para simplesmente pegar a aula tradicional do espaço físico e transferir para a plataforma on-line, ao vivo”, explica. “O ensino online, para ser efetivo, precisa ter uma metodologia própria e pensada especialmente para isso, inclusive, levando em consideração as necessidades desse aluno brasileiro que está no ambiente digital”, completa. 

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