USP volta às aulas após 4 meses de greve
Aulas ficaram paradas por 116 dias por falta de acordo entra a universidade com professores e funcionários
A Universidade de São Paulo (USP) volta a funcionar normalmente nesta segunda-feira, após 116 dias de paralisação. Na quinta-feira da semana passada, os professores decidiram aceitar o acordo proposto pela reitoria para encerrar a greve que começou em maio. Na sexta-feira, uma assembleia com trabalhadores também aceitou retornar aos trabalhos. Essa paralisação foi uma das maiores da história da universidade.
Com o retorno, algumas unidades irão retomar as aulas do primeiro semestre, e os professores irão divulgar o cronograma de reposição de aulas. O calendário do segundo semestre ainda não foi definido.
Quando a greve começou no fim de maio, os funcionários e professores reivindicavam que a reitoria retirasse a proposta de congelamento de salários. Os professores afirmavam que o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) decretou reajuste zero e a greve visava a reabertura de negociações salariais.
No início de setembro, o conselho universitário da USP aprovou abono salarial de 28,6% para docentes e servidores, mas a greve foi mantida. O sindicato dos funcionários (Sintusp) decidiu que não voltaria aos trabalhos enquanto a reitoria exigisse a reposição das horas paradas. Contudo, uma assembleia realizada na sexta-feira ficou definido que para compensar os dias de greve, os trabalhadores farão uma hora extra durante 70 dias até o dia 12 de dezembro.
Além do abono salarial, será pago o 13º salário de forma integral, considerando o reajuste de 5,2%, assim como o vale-refeição a todos os trabalhadores e o vale-transporte aos que tiverem direito a ele serão pagos pelo período de greve quando cair o próximo salário.
O abono representará, ao final do ano, um custo extra de R$ 85,8 milhões à universidade. Já o reajuste salarial de 5,2%, representará R$ 38,7 milhões a mais aos cofres.