Unifesp abre curso de Geografia em câmpus da zona leste criado em 2014

Instituto das Cidades, como foi batizada a unidade, é uma demanda da comunidade e foi prometido em 2005 pelo MEC

5 nov 2019
21h10
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SÃO PAULO - A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aprovou a criação do curso de Geografia, a primeira graduação aberta no câmpus da zona leste da capital paulista. A partir do próximo ano, serão ofertadas 60 vagas e a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será usada para o ingresso de alunos.Prometida pelo Ministério da Educação (MEC) ainda em 2005, essa unidade, chamada de Instituto das Cidades, só foi criada em 2014 e começou a funcionar há menos de dois anos. Até agora, lá têm sido oferecidas apenas atividades de extensão e a oferta de algumas disciplinas para estudantes de outros câmpus da universidade, mas o câmpus não tinha alunos próprios.

Após a inauguração do câmpus da Universidade de São Paulo (USP), em 2005, era reivindicada a abertura de uma unidade da Unifesp na região, uma das mais populosas da cidade e carente de oferta de ensino superior público. As restrições de verba e um imbróglio para a descontaminação do terreno - a faculdade vai funcionar onde antes operava uma fábrica - atrasaram o início das atividades.

"É uma conquista muito importante tendo em vista a quantidade de dificuldades que enfrentamos. Tivemos questões ambientais, já que havia uma contaminação no terreno e, quando houve a liberação do espaço físico, não tínhamos orçamento para as reformas que eram necessárias no prédio e nem a liberação para a contratação de docentes", conta Isabel Hartmann de Quadros, pró-reitora de Graduação da Unifesp. Desde 2014, toda a rede de instituições de ensino federal tem enfrentado uma série de reduções orçamentárias pelo MEC.

O Instituto das Cidades foi criado com o objetivo de formar profissionais com foco na resolução de problemas ligados ao desenvolvimento urbano. Além de Geografia, está prevista a oferta dos cursos de Administração Pública, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Civil. Nenhum dos outros tem previsão para começar, já que dependem, principalmente, da liberação pelo Ministério da Casa Civil da contratação de novos professores e de orçamento para finalizar a reforma do prédio para que possa receber mais alunos.

Projeto de expansão

A Unifesp abriga a Escola Paulista de Medicina, uma das mais tradicionais do País na área. Em 2005, o projeto do governo federal era aumentar o tamanho da instituição e criar um Anel Universitário, que englobava as cidades de São Paulo, Guarulhos, Diadema, Embu das Artes e Osasco.

Naquele ano, o MEC constatou que o Estado de São Paulo era o que tinha a menor proporção entre o número de vagas no ensino superior público e população. Por meio do projeto, foram criadas a Federal do ABC (UFABC) e os câmpus da Unifesp na região metropolitana.

A rápida expansão de câmpus e de vagas na Unifesp nos últimos anos, porém, também foi alvo de críticas de parte da comunidade acadêmica. As queixas mais comuns eram a falta de estrutura e o número abaixo do ideal de professores e técnicos para atender à nova demanda. Hoje, a instituição tem cerca de 12,5 mil alunos, em seis cidades.

Estadão
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