Ufam: biblioteca quente e lixão perto do campus causam polêmica
Falta de luz, água, ar-condicionado, seguranças e salas de aula são alguns dos problemas que incomodam estudantes e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A precariedade é tanta no campus da instituição que alunos do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) precisam ler os livros da biblioteca em cabines que ficam em um corredor escuro a uma temperatura de 40°C. Além disso, existe um esgoto a céu aberto entre os blocos e também lixões - sendo um deles a menos de 100 m de onde a universidade produz medicamentos. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
A Ufam paga R$ 5,1 milhões a uma empresa de conservação e limpeza. Segundo a pró-reitoria de planejamento, com a implantação do Reuni (programa de expansão), o corpo discente passou de 19 mil para 29 mil alunos no Amazonas. Além de banheiros e laboratórios danificados, cachorros e gatos de rua circulam pelos corredores e até invadem o restaurante universitário no horário de refeições. A cozinha do restaurante do ICHL foi improvisada dentro de um banheiro. Estudantes estão acampados no campus desde o dia 11 de junho como forma de protesto. De acordo com o prefeito do campus, Marco Antônio Mendonça, uma biblioteca central será construída e uma empresa foi contratada para recolher os lixões. A falta de energia, água, professores e reivindicações salariais não foram comentadas pela reitoria.