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Uerj inaugura laboratório de pesquisa em Biologia

9 jun 2009 - 16h49
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A Uerj inaugurou nesta quarta-feira, no Pavilhão Haroldo Lisboa da Cunha, o Laboratório de Pesquisas Clínicas e Experimentais em Biologia Vascular do Centro Biomédico (Biovasc) da Uerj. A coordenadora do laboratório é a professora Eliete Bouskela, pesquisadora e professora da Uerj que se tornou, no último dia 16 de dezembro, em Paris, a primeira médica brasileira a fazer parte da Academia Francesa de Medicina. O Biovasc atenderá a uma demanda por pesquisas e terapias que possam prevenir problemas cardíacos e vasculares, cada vez mais comuns e precoces.

Dados fornecidos pela pesquisadora indicam que cerca de 48% da população brasileira encontra-se com sobrepeso ou obesa, estando assim mais propensa a estes problemas.

No Biovasc, os estudos se concentram nas disfunções microvasculares e endoteliais (referentes às células que revestem internamente as estruturas do aparelho circulatório) como fatores anteriores ao surgimento de doenças cardiovasculares, tais como a hipertensão, o diabetes e o infarto: "Nossos estudos indicam que antes de observarmos esses processos em vasos sangíneos maiores, como a Medicina vem fazendo, é preciso observar os menores que já podem estar há tempos comprometidos", destaca Eliete.

As pesquisas realizadas no laboratório não utilizam métodos invasivos, valendo-se da videocapilaroscopia, uma leitura microscópica dos vasos sanguíneos sem a utilização de agulhas ou introdução de qualquer tipo de corpo estranho ao organismo. O paciente apenas fixa o seu dedo num suporte de metal localizado abaixo do aparato com uma câmera acoplada. Passa-se um produto na unha do paciente e a câmera filma os microvasos ali localizados.

O laboratório conta com uma equipe de 60 profissionais de diferentes especialidades, o que confere um caráter interdisciplinar. Também participam das pesquisas alunos de Medicina e outros cursos. Segundo a coordenadora, a participação de alunos de outras áreas, como Odontologia, Nutrição, Biologia e Educação Física, tem contribuído positivamente para ampliar a abrangência das pesquisas e dos experimentos sobre as situações de sobrepeso e obesidade.

Um exemplo do sucesso desse caráter interdisciplinar é a pesquisa desenvolvida pela mestranda do curso de Nutrição da UERJ Priscila Alves Maranhão. Entitulado Efeito do consumo da castanha do Brasil e de dieta hipocalórica sobre o estresse oxidativo, perfil metabólico e parâmetros da microcirculação em adolescentes obesas, o estudo tornou possível uma parceria entre o Instituto de Nutrição (INU) e o Centro Biomédico (Cbio).

O objetivo é permitir uma avaliação precoce dos riscos cardiovasculares, respiratórios e renais, de uma população entre 12 e 30 anos, com excesso de adiposidade corporal, disponibilizando uma equipe multidisciplinar de especialistas para o atendimento e acompanhamento da população estudada.

Fonte: O Dia
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