Sindicato dos Professores fala em volta às aulas 'prematura' em SP; escolas privadas veem demora

Para a presidente do Sindicato, as escolas não têm condições de receber os alunos com as devidas exigências sanitárias

24 jun 2020
19h20
atualizado às 22h02
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O plano de volta às aulas a partir de 8 de setembro foi chamado de "prematuro" pela presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, a professora Bebel. Para ela, as escolas não têm condições de receber os alunos com as devidas exigências sanitárias. De outro lado, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) manifestou-se nesta quarta-feira, 24, vendo como uma demora a previsão para setembro, argumentando que as escolas particulares já estão prontas para adotar os procedimentos de segurança, higiene e saúde.

"Acho que é prematuro apontar um calendário agora, estou muito preocupada. É difícil adaptar os prédios escolares. Vai ter um levantamento de quantas escolas estão devidamente construídas para ter essa estrutura? Muitas salas não vão poder funcionar, porque eram bibliotecas que se transformaram em salas de aulas, não há janelas. Elas na verdade são um risco em qualquer período, agora ainda mais", disse Bebel ao Estadão.

Como deputada estadual pelo PT, ela pediu para conversar com o secretário de Educação de SP, Rossieli Soares, e teve aceitação. Na conversa prevista para a próxima semana, ela pretende esclarecer dúvidas em relação aos protocolos e entender se haverá contratação de mais professores para dar conta das aulas em mais salas de aula.

A Sieeesp disse que as escolas particulares estão se preparando para o cenário desde o início da pandemia. "A escola particular não pode ser culpabilizada e nem ser refém do demorado tempo das redes públicas estaduais e municipais, que ainda não estão preparadas para promover a volta dos seus alunos à sala de aula", disse Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp, em nota nesta quarta.

A volta às aulas em São Paulo será de forma gradual, primeiro com 35% dos alunos das escola, depois com 70% e em seguida com 100%. As regras valem tanto para o ensino infantil quanto para ensino fundamental, médio e superior. O decreto que será publicado pelo governo do Estado deve ser seguido pelas redes pública e privada.

Os estudantes terão de ficar a uma distância de 1,5m nas salas de aula e também no transporte escolar, com exceção das crianças de ensino infantil (0 a 5 anos). A estimativa é de que 13 milhões de estudantes estejam fazendo aulas online em São Paulo durante a pandemia. O governador João Doria (PSDB) apresentou nesta quarta-feira, 24, os detalhes do plano de abertura das escolas no Estado.

Inicialmente, o governo havia pensado fazer a abertura das escolas em agosto, mas a divulgação do plano foi adiado porque Rossieli foi contaminado pela covid-19 e ficou duas semanas internado. Pela situação atual da pandemia do Estado, a data foi prorrogada para setembro.

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Estadão
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