Reajuste de bolsas de pós é vitória dos estudantes, diz associação

1 abr 2013
17h43
atualizado às 17h43
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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) considera que o reajuste de 10% das bolsas de pós-graduação anunciado na última quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC) é uma vitória dos estudantes. No entanto, a entidade pede uma maior valorização dessa etapa do ensino.

No ano passado, foi concedido um reajuste de 10%, que fez com que as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) passassem de R$ 1,2 mil para R$ 1.350, as de doutorado de R$ 1,8 mil para R$ 2 mil e as de pós-doutorado de R$ 3,3 mil para R$ 3,7 mil. Com o novo ajuste, as bolsas de mestrado passarão para R$ 1,5 mil, as de doutorado para R$ 2,2 mil e as de pós-doutorado para R$ 4,1 mil.

De acordo com o site da ANPG, os reajustes concedido pelo governo em 2012 e 2013, significam, no total, 25% de reajuste das bolsas em média (visto que um percentual incidiu sobre o outro). "O presente reajuste é importante porque cobre as perdas inflacionárias somadas de 2008 a 2013", diz a nota divulgada pela entidade.

A nota acrescenta que "a perda histórica do valor real das bolsas passa de 50%, em especial pelo fato dos valores terem sido congelados entre 1994 e 2004. De lá para cá os reajustes apenas cobriram as perdas inflacionárias, não havendo valorização real das bolsas, o que deixa o seu poder de atratividade muito baixo".

A entidade diz que continuará pautando a valorização das bolsas de pesquisa como "um elemento importante para a garantia de condições adequadas ao desenvolvimento da pesquisa nas universidades brasileiras e como um fator estratégico para o próprio desenvolvimento do país".

 

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