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Procura por ensino de mandarim já vai além de executivos

16 fev 2011 - 13h31
(atualizado às 13h33)
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Cartola - Agência de Conteúdo
Especial para Terra

Verônica de Alvelos Sanson, 24 anos, frequenta aulas de mandarim semanalmente há quase um ano. Mas ela, ao contrário do que se possa pensar, não é nem grande executiva de uma multinacional e nem futura moradora de Pequim. O que a impulsionou a se matricular no curso foi um motivo bem mais local: a paulista diz acreditar que em breve usará a língua chinesa na sua atuação como professora de ensino fundamental.

"Ainda não usei o idioma profissionalmente por trabalhar em uma escola brasileira. Porém, atualmente, recebemos muitas crianças orientais no colégio e acredito que em algum momento será de muita utilidade para ajudar esses estudantes estrangeiros", afirma.

Verônica não está sozinha. Marcell Mazzo, diretor da Mandarim Escola de Língua Chinesa, de São Paulo, afirma que profissionais de diversas áreas têm procurado as aulas oferecidas pela escola. "O volume de interessados em aprender o mandarim tem aumentado semestre a semestre, graças principalmente à aproximação comercial e cultural entre ambos os países. Em 2011, o número de matrículas já ultrapassou o de 2010", diz, ressaltando que o formato mais procurado é o in company, no qual a escola vai até a empresa contratante para ensinar o idioma a grupos fechados.

Se ainda há céticos no Brasil sobre a futura importância do mandarim no mercado de trabalho, nos Estados Unidos já é fato. De acordo com pesquisa do University of Phoenix Researh Institute, divulgada este mês, a proficiência em mandarim, juntamente com a de espanhol, lidera a lista de habilidades que serão mais requisitadas pelos empregadores. Além disso, 42% das empresas norte-americanas ouvidas pela pesquisa admitiram que já procuram contratar pessoas que dominem o idioma oficial da China.

Cristiane Steigleder, diretora do grupo de estudos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), acredita que o meio profissional brasileiro trilha o mesmo caminho do americano. "Existem cada vez mais empresários montando negócios na China e criando relações com empresários chineses. Além disso, o agronegócio do Brasil já tem muita atuação no país oriental. Por isso, acredito, sim, que o mandarim tende a ser pré-requisito de futuros profissionais no Brasil. E é bom já ir iniciando o estudo da língua, pois parece que ela é considerada uma das difíceis de se aprender", afirma.

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Foto: Reinaldo Marques / Terra
Fonte: Especial para Terra
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