OMS diz que escolas não são o motor principal de transmissão da covid-19

Organização frisou, no entanto, que instituições devem aplicar os mesmos protocolos gerais de higiene e distanciamento social, além de 'medidas adicionais', a depender da fase da pandemia na região

27 ago 2020
09h44
atualizado às 09h53
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As escolas não desempenham um papel central na transmissão do novo coronavírus, embora a sua capacidade de propagação também esteja ligada ao nível de contágio que existe numa comunidade, destacou o diretor regional para a Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hans Kluge, nesta quinta-feira, 27.

"Até agora sabemos que o ambiente escolar não é um fator preponderante na pandemia. Mas há cada vez mais publicações que reforçam as evidências de que as crianças têm um papel na contaminação, embora mais vinculada a encontros sociais", disse Kluge durante coletiva de imprensa.

A OMS frisou que as escolas devem aplicar os mesmos protocolos gerais de higiene e distanciamento social, mas dependendo da fase da pandemia em que a comunidade esteja inserida, "medidas adicionais" devem ser implementadas.

"O que sabemos é que não podemos abrir sociedades sem primeiro abrir escolas. Esta foi a maior ruptura na história da educação, com 1,6 bilhão de crianças afetadas em 190 países", ressaltou o diretor.

Das 55 nações que fazem parte da região europeia da OMS, 32 registraram 40 dias consecutivos com aumento de infecções em mais de 10%, mas longe da situação vivida em março passado.

"Agora que sabemos mais sobre o que funciona, é possível gerenciar melhor a transmissão do vírus na sociedade. A palavra-chave é vigilância", afirmou o diretor da OMS-Europa.

A região também vive um momento de transição "complicado" devido à coincidência de três eventos: a reabertura das escolas, a temporada de gripe e a alta taxa de mortalidade de idosos que costuma ocorrer no inverno.

Kluge também alertou os jovens, que predominam nas novas infecções registradas nas últimas semanas. O diretor frisou que a crença de que o vírus não os afetará é falsa e lembrou que "ninguém é invencível". "A covid-19 é como um tornado."

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Estadão
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