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'O Homem que Calculava': o livro que vai te fazer gostar de matemática

Unindo ciência exata com ficção, este livro é capaz de apresentar a matemática de um ponto de vista instigante - e até prazeroso

20 jul 2022 - 12h12
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Vamos combinar: a matemática está longe de aparecer na lista de matérias favoritas de muitos alunos.

Foto: Unsplash / Jaredd Craig/Reprodução / Guia do Estudante

Seja pelo conteúdo em si, muitas vezes abstrato, ou pelo bloqueio coletivo que ronda a disciplina,   tornou-se quase um consenso que a matéria é, por essência, difícil de aprender. Com isso, a opção mais fácil parece ser deixar o estudo de lado e a aversão pelos cálculos sem uma resolução - assim como tantos teoremas que existem há séculos. É o que muita gente faz até certa etapa da vida.

O problema é que, quando os vestibulares batem à porta, ignorar os números deixa de ser uma opção. Neste texto, a colunista do GUIA DO ESTUDANTE, Susane Ribeiro, explica porque os acertos em matemática são os que mais podem aumentar a nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em comparação com outras disciplinas cobradas no exame. Para o pré-vestibulando, encarar os cálculos é uma tarefa inevitável, mas nem por isso precisa ser um martírio.

+ A importância do teorema de Pitágoras e da matemática, além das provas

E se te contarmos que existe um livro capaz de transformar a matemática em algo mais intuitivo em nosso cotidiano e até prazeroso, com histórias que lembram os contos de " As Mil e uma Noites"? Pois este livro existe e, depois de conhecê-lo, sua relação com os cálculos e teoremas nunca mais será a mesma.

O Homem que Calculava

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Foto: Editora Record/Divulgação / Guia do Estudante

Escrito por Malba Tahan, " O Homem que Calculava" conta as aventuras de Beremiz Samir, um viajante persa com grande aptidão para os cálculos matemáticos. Durante suas andanças pelo Oriente Médio, o narrador do livro conta as aventuras matemáticas de Beremiz, que sempre se depara com situações cotidianas que, de alguma forma, envolvem algum tipo de cálculo matemático.

O livro infanto-juvenil é perfeito para quem deseja não apenas aprender os cálculos matemáticos, mas também suas aplicações práticas. A realidade de Beremiz até pode, à princípio, parecer distante de nossa realidade, mas no decorrer do livro o leitor percebe o quão fácil é transpor as situações para o próprio cotidiano.

É uma leitura recomendada tanto para quem ainda precisa da matemática nos estudos, como os vestibulandos, como também para aqueles que desejam ressignificar sua relação com a disciplina.

Os contos de "O Homem que Calculava" elevam a ciência exata que é a matemática ao patamar lúdico das histórias e contos para os mais jovens, ao inserir os cálculos de maneira leve e prazerosa, intrigando o leitor sobre as soluções que Beremiz realiza para as situações em que se encontra.

No livro, um dos mais célebres exemplos desta façanha é o conto onde é narrada a singular aventura dos 35 camelos que deviam ser repartidos por três irmãos árabes. Beremiz Samir efetua uma divisão que parecia impossível, contentando plenamente os três homens - e ainda lucrando uma parte da herança para si próprio.

Além de todo o efeito lúdico-narrativo que aproxima o leitor da matemática, ao final do livro há um apêndice com todas as contas feitas por Beremiz de forma mais exata, explicando o passo a passo de seu raciocínio matemático.

Recomendado como leitura paradidática em muitas escolas, "O Homem que Calculava" foi publicado pela primeira vez no ano de 1938 e nunca deixou de ser reeditado desde então.

O fato do livro estar presente em livrarias por todo o Brasil desde sua primeira publicação não é em vão: a linguagem narrativa simples e ficcional que acompanha as façanhas matemáticas de Beremiz consegue dialogar com as diferentes gerações que cresceram com a obra e que, em algum momento da vida, sentiram um leve dissabor com a matemática.

E este sucesso vai para além da língua portuguesa: o livro já foi traduzido para edições em espanhol, inglês, alemão, italiano, holandês e árabe.

O "Homem que Calculava" é capaz de transformar por completo a visão dolorosa que temos sobre esta ciência exata, ao torná-la mágica e, acima de tudo, possível. Tão possível quanto 1+1 é igual a 2.

O autor por trás do pseudônimo

Júlio César de Melo e Sousa, autor do livro 'O Homem que Calculava'
Júlio César de Melo e Sousa, autor do livro 'O Homem que Calculava'
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons / Guia do Estudante

Apesar do que poderia se intuir sobre um livro que lembra "As Mil e Uma Noites", o "O Homem que Calculava" foi escrito por um brasileiro! O professor e pedagogo Júlio César de Melo e Sousa é o autor deste que é uma das maiores referências no mundo dos livros paradidáticos.

Júlio César foi um pedagogo professor de matemática, e, acima de tudo, um exímio contador de histórias e ferrenho divulgador dos estudos matemáticos no Brasil.

Nascido em 6 de maio de 1895, na cidade do Rio de Janeiro, desde pequeno demonstrou uma grande aptidão para a criação de histórias. Criou o heterônimo Malba Tahan para publicar seus livros de contos situados dentro do universo árabe, pois acreditava que um professor brasileiro não chamaria a atenção dentro deste universo e contexto.

Guia do Estudante
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