Milton Ribeiro: saiba quem é o pastor e especialista em Antigo Testamento que assume o MEC

Entre as características que fizeram com Milton Ribeiro que fosse escolhido, está o 'apreço à família e aos valores', dizem conhecidos e integrantes do governo

10 jul 2020
18h38
atualizado às 19h59
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para chefiar o Ministério da Educação (MEC), o pastor Milton Ribeiro é advogado e tem formação em Teologia. Entre as características que fizeram com que fosse escolhido, está o "apreço à família e aos valores", dizem conhecidos e integrantes do governo.

Em mensagem a amigos, após ser anunciado, Ribeiro disse que acreditava ser a "hora de darmos atenção especial à educação básica, fundamental e ao ensino profissionalizante e de "incrementar o ensino superior e a pesquisa científica".

Ele ainda disse que trabalharia em articulação com os Estados, municípios e seus gestores "para mudar a história da educação do nosso País". Falou em tom de conciliação, dizendo que é hora de "um verdadeiro pacto nacional pela qualidade da educação em todos os níveis". "Precisamos de todos: da classe política, academia, estudantes, suas famílias e da sociedade em geral. Esse ideal deve nos unir", completou.

Reverendo pastor Milton Ribeiro, da Igreja Presbiteriana Jardim Oração, de Santos, nomeado para ser o 4.º ministro da Educação de Jair Bolsonaro
Reverendo pastor Milton Ribeiro, da Igreja Presbiteriana Jardim Oração, de Santos, nomeado para ser o 4.º ministro da Educação de Jair Bolsonaro
Foto: Mackenzie/ Divulgação - 18/10/2018 / Estadão

Atualmente, Ribeiro é reverendo da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, em Santos. Ao anunciá-lo, o presidente frisou seu doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo, feito em 2006. A USP já confirmou a autenticidade do título acadêmico, mas a tese não discutiu políticas públicas. O trabalho dissertou sobre a educação escolar como "pressuposto da organização institucional calvinista e não apenas seu resultado". Suas pesquisas foram em decisões oficiais da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Ele foi vice-reitor do Mackenzie e cuidava de questões acadêmicas na universidade, quando o reitor era o ex-governador de São Paulo Claudio Lembo. O novo ministro é especializado também no estudo do Velho Testamento.

Quem o conhece diz que não há nele uma postura ideológica, de acreditar que os professores de história são comunistas - e que é um homem educado e discreto. Sua indicação está sendo atribuída ao Ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e ao ministro da Justiça, André Mendonça, também presbiteriano.

Ribeiro não teria agradado necessariamente a ala evangélica que apoia Bolsonaro. O grupo havia indicado o atual reitor do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), Anderson Correa. "Milton é indicação do ministro da Justiça, que é presbiteriano como ele. Não posso falar nada contra o novo ministro porque seria uma injustiça, eu não o conheço. Mas não venha dizer que ele é apoiado por evangélicos, que nós não temos nada com isso. É uma escolha do presidente junto com o ministro da Justiça", disse Silas Malafaia.

Nas redes sociais, o deputado federal Marco Feliciano (Republicanos-SP) disse que não houve interferência da Frente Parlamentar Evangélica na opção pelo nome de Milton Ribeiro. "A escolha não teve interferência alguma da Frente Parlamentar Evangélica. Foi uma escolha do PR Jair Bolsonaro que é nosso timoneiro. Tenho certeza de que o ministro contará com o apoio de todos que confiam no presidente."

Veja também:

Explosão no Líbano: BBC visita epicentro do desastre no porto de Beirute
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade