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MG: fiscais 'buscam' atrasados, mas ao menos 6 perdem prova da OAB

15 dez 2013 - 15h00
(atualizado às 15h53)
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Candidata entra correndo momentos antes do fechamento do portão, em Belo Horizonte
Candidata entra correndo momentos antes do fechamento do portão, em Belo Horizonte
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

Mesmo com o esforço dos fiscais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), que chegaram a "buscar" estudantes cerca de 50 metros distantes do portão, pelo menos seis estudantes ou bacharéis em direito perderam a 1ª etapa do Exame Nacional da OAB neste domingo na Faculdade Fumec, em Belo Horizonte. Nos exames anteriores, os fiscais se posicionavam apenas no portão. Desta vez, uma coordenadora e um auxiliar ficaram do lado externo gritando para os últimos a chegar.

A fiscal, que não quis dar declarações, chegou a se deslocar até a esquina da rua Cobre com avenida Afonso Pena gritando para que os candidatos se apressassem. A medida funcionou para a maioria, mas alguns ainda não conseguiram chegar a tempo. "Eu saí de Sete Lagoas (a 70 quilômetros de Belo Horizonte) e cheguei aqui perto da faculdade com 40 minutos de antecedência. Só que não encontrei vaga para estacionar, fiquei dando voltas e, quando consegui, deixei o carro mal estacionado. Corri, mas não deu", lamentou Geraldo Ferreira de Paula, que faria o exame pela quarta vez.

Situação semelhante aconteceu com Regina Mares, que tenta o registro para exercer a profissão pela segunda vez. "É uma frustração enorme. Corri tanto para nada. Saí do bairro São João Batista (região norte de Belo Horizonte) e vim tranquila. Quando cheguei aqui, não achei vaga. Rodei muito, parei errado e cheguei até sem fôlego de tanto correr", contou, ainda recuperando o ar após subir o morro correndo e se deparar com o portão fechado.

Quem chegou com antecedência pode conversar os últimos detalhes com colegas e ainda discutir a alteração prevista para o próximo exame, quando os candidatos não aprovados na segunda etapa poderão tentar novamente sem fazer as provas da primeira parte. O bacharel Hebert Amâncio dos Santos tentou pela terceira vez o registro da OAB. Ele contou que se formou no meio deste ano, na Faculdade Novos Horizontes, e disse que a medida "vai facilitar a vida dos candidatos". "É uma vantagem, porque teremos mais tempo para estudar para a segunda etapa", afirmou.

"Vejo como uma ótima ideia justamente por dar mais tempo para a preparação. É como se fosse uma segunda chance", concordou Valéria Mota, que também faz os exames pela terceira vez. "O problema é que a prova (da 1ª etapa) em si não é feita para avaliar o conteúdo dos candidatos, é uma prova maldosa, cheia de pegadinhas. E se a gente tiver a chance de já pular para a segunda fase, é muito melhor", completou.

Raphael Ladeia também reclamou dos critérios de correção dos examinadores. "É a terceira vez que faço. Na primeira, fui para a segunda etapa, mas achei injusta a correção da prova prática. Os critérios que alguns (examinadores) utilizam são diferentes dos critérios de outros. Não têm uma isonomia e não explicam estes critérios", disse ele.

Apesar das divergências, alguns estudantes demonstraram esperança em um bom desempenho. Rodrigo Carvalho Freitas afirmou estar bem preparado, apesar das dificuldades que esperava encontrar. "Principalmente nas questões de direito penal, é uma matéria que não tenho muita afinidade, mais ainda nas questões de prazos e recursos, mas acho que vai dar para passar", disse o bacharel, que busca o registro para exercer a profissão na área cível.

Fonte: Especial para Terra
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