Mentorias coletivas superam MBAs e se consolidam como estratégia de alta performance
Fire Club conecta mais de 300 membros em um ecossistema de educação empresarial, networking e desenvolvimento pessoal
Mentorias coletivas, como o FIRE Club, têm superado os MBAs ao oferecer educação prática, networking e soluções estratégicas, consolidando-se como ferramentas de alta performance para empresários e empresas no Brasil.
A formação executiva tradicional, baseada em cursos longos e MBAs, vem perdendo espaço para grupos de mentoria que oferecem resultados mais rápidos e aplicáveis. Nessas comunidades, empresários compartilham vivências, trocam experiências e encontram soluções práticas para os desafios da gestão.
No Brasil, segundo dados do Sebrae, cerca de 25% das empresas fecham as portas antes de completarem dois anos de atividade, e quase metade não ultrapassa os cinco anos. Para especialistas, a falta de orientação prática e de apoio estratégico está entre as principais causas dessa mortalidade precoce. É nesse contexto que as mentorias têm ganhado relevância, ouvir de quem já enfrentou as mesmas dificuldades pode significar a diferença entre o fechamento das portas ou a conquista do lucro.
Um exemplo é o FIRE Club, que reúne mais de 300 membros ativos e integra a Mentoring League Society, considerada a maior liga de mentores do Brasil. A liga é um ecossistema de educação empresarial, networking e desenvolvimento pessoal, no qual empresários de alto nível aceleram resultados e constroem legados. Sua estrutura é formada por clubes, cada um com seu mentor, agenda, cultura e membros, mas todos seguem padrões comuns de qualidade, processos e identidade compartilhada. Entre eles estão clubes liderados por nomes como Joel Jota, Caio Carneiro e Flávio Augusto.
Para Jhonny Martins e Carla Martins, vice-presidentes do SERAC, e fundadores do FIRE Club, as raízes desse modelo de formação estão ligadas à própria história da família. Até 2006, o SERAC era uma empresa de pequeno porte e quase foi à falência em razão de dívidas tributárias e fiscais.
Foi nesse período que os irmãos, ainda muito jovens, assumiram o desafio ao lado do pai, o sr. Martins.
“Eu cheguei a ser office boy e passei por várias áreas da empresa. Nossa primeira virada de chave foi transformar dificuldades em aprendizado e entender que o conhecimento precisava vir acompanhado da prática e da inovação”, lembra Jhonny.
Segundo Carla, a maior lição do pai foi formar sucessores, e não herdeiros. “Ele sempre nos incentivou a empreender e a experimentar. Isso nos fez criar uma cultura baseada em comunicação, vendas, liberdade de inovar e responsabilidade com resultados. Esses pilares sustentam até hoje a forma como lideramos tanto o SERAC quanto o FIRE Club”, explica.
Hoje, com quase 300 colaboradores e mais de 10 mil clientes recorrentes, o SERAC se tornou um hub de soluções corporativas reconhecido em todo o país. A experiência de superação da família refletiu diretamente na construção do FIRE Club, que se diferencia ao oferecer, além de eventos e networking, mentorias personalizadas em áreas estratégicas, como vendas, atendimento, cultura, processos, finanças e jurídico, estendendo o impacto também às equipes dos empresários.
Para Jhonny, o segredo está em replicar a fórmula que transformou sua própria trajetória. “O empresário não precisa apenas de teoria, mas de clareza, direcionamento e exemplos reais de superação. O FIRE Club é a materialização dessa filosofia, uma comunidade que compartilha dores e vitórias para acelerar resultados e garantir que empresas prosperem onde tantas outras fecham”, conclui.
Com metodologia centrada em prática e colaboração, a Mentoring League Society reforça a tendência de que grupos de mentoria já ocupam o espaço antes dominado pelos MBAs, tornando-se hoje um dos principais instrumentos de transformação empresarial.