Item misterioso é encontrado em múmia de 2 mil anos de criança egípcia
Exames revelaram informações que haviam sido perdidas durante a 2ª Guerra Mundial
O corpo mumificado de um menino egípcio de 8 anos, que viveu há mais de dois mil anos, teve suas informações perdidas durante o período da 2ª Guerra Mundial, mas um estudo publicado em março na revista científica Digital Applications in Archaeology and Cultural Heritage revelou a um item misterioso após análise detalhada da múmia.
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A múmia faz parte do acervo do Museu Arquidiocesano de Wrocław, na Polônia desde 1914. Segundo o estudo, foi descoberto um objeto ritualístico, antes oculto, preservado sob o peito do menino. Com isso, pesquisadores puderam estudar os restos mortais e compreender melhor as técnicas complexas de mumificação egípcia.
Devido ao apagamento do registro histórico da múmia na guerra, os pesquisadores recorreram a outras formas de conseguir informações sobre a origem e vida do menino. Foram feitas radiografias, tomografias computadorizadas e outros tipos de varredura no corpo sem danificá-lo. Assim, foi possível definir a idade e sexo do corpo, além de identificar sinais de doenças.
Segundo os cientistas, o menino morreu por volta dos oito anos de idade. Ao ser embalsamado, seu cérebro foi removido pela cavidade nasal, além da maioria dos órgãos internos.
“A cabeça e o pescoço estão parcialmente descobertos e escuros, com crostas brancas de sal. O rosto de uma criança é visível, pois a maior parte das bandagens foi removida. Há uma camada perceptível de substância de embalsamamento marrom-escura na cabeça e no pescoço, que reforça as bandagens. Os pesquisadores especulam que o rosto da criança pode ter sido originalmente coberto por uma máscara”, descreve um comunicado da Universidade de Wrocław.
O corpo não tinha sinais de traumas físicos e nem de doenças, e por isso a causa da morte ainda é incerta. No entanto, estima-se que ele provavelmente veio de uma família de classe média do período Ptolomaico (cerca de 332 a 30 a.C.).
Para Agata Kubala, pesquisadora da Universidade de Wrocław e uma das autoras do estudo, a pesquisa ainda não chegou ao fim. “Ainda estamos trabalhando na múmia, pois uma radiografia revelou a presença de um objeto no peito – pode ser um papiro contendo, por exemplo, o nome do menino”, revelou.
Para que esse item e outros encontrados com a múmia sejam compreendidos, é preciso ter cuidado dobrado, já que esses materiais têm milhares de anos e são extremamente delicados.
Os cientistas também estudam a iconografia da cartonagem que envolve o corpo, que são outras provas que fundamentam a teoria de que o garoto seja originário da região de Aswan, no sul do território egípcio às margens do rio Nilo.
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