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Estudante de Medicina da UFRJ descobre que estava morto no SUS ao tentar se vacinar

O argentino Matías Roitberg, de 25 anos, conseguiu corrigir a informação, mas ainda não sabe como o problema ocorreu

11 set 2025 - 19h26
(atualizado em 11/9/2025 às 15h55)
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O argentino Matías Roitberg, de 25 anos, descobriu na semana passada que estava morto. Pelo menos segundo o cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS). Roitberg mora no Brasil há mais de dez anos e cursa Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A descoberta da morte foi feita na quinta-feira passada, quando Roitberg foi buscar sua carteira de vacinação no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ), onde tinha deixado o documento para cadastro na plataforma do Programa Nacional de imunizações, do Ministério da Saúde.

"O funcionário achou a minha carteira separada e falou: 'Ah, você que morreu, né?'", contou Roitberg, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo. "Fiquei completamente sem reação; meus amigos rindo muito e eu sem saber o que falar."

O óbito teria ocorrido em 2 de outubro de 2023. O estudante foi orientado a procurar uma Clínica da Família para tentar corrigir o erro, provando estar vivo. Roitberg conseguiu corrigir o erro em uma Clínica da Família no bairro do Flamengo, na Zona Sul. Ele descobriu que seus dados pessoais também haviam sido alterados.

"Não só tinham registrado o meu óbito, como também colocaram que sou preto, sendo que sou branco", emendou.

Segundo o estudante, a alteração no cadastro teria sido feita no município de Ataléia, em Minas Gerais, onde ele nunca esteve. Ainda não se sabe como a alteração ocorreu ou por que.

O Ministério da Saúde informou que os registros no Sistema de Cadastro de Usuários do SUS (CadSUS) são realizados por operadores credenciados em estabelecimentos de saúde. A pasta garantiu que "não se trata de golpe ou vazamento de dados, mas sim de uso indevido de credenciais individuais válidas"

"Em eventual identificação do uso indevido de credenciais válidas, como o caso relatado, o login do operador é bloqueado e os dados do cidadão devidamente corrigidos em unidade de saúde informatizada", informou o ministério em nota, lembrando que todas as ações feitas no sistema ficam registradas e podem ser rastreadas.

Estadão
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