PUBLICIDADE

TRI no Enem: entenda como funciona o cálculo da nota

A avaliação considera a Teoria de Resposta ao Item, conhecida como TRI Enem, na composição das notas do exame. Saiba mais sobre o cálculo

21 out 2023 - 05h00
Compartilhar
Exibir comentários
Saiba o que é a Teoria de Resposta ao Item, conhecida como TRI Enem
Saiba o que é a Teoria de Resposta ao Item, conhecida como TRI Enem
Foto: Daisy-Daisy / iStock

Um dos assuntos que mais gera dúvidas entre os participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é sobre o cálculo da nota. Isso porque ele é feito utilizando um método complexo, o TRI, sigla para Teoria de Resposta ao Item.

A TRI é utilizada para calcular as notas das provas objetivas do Enem. São elas: 

  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
  • Ciências Humanas e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Matemática e suas Tecnologias.

O método diferencia as questões do Enem e as classifica em níveis. Isso faz com que duas pessoas que tenham acertado a mesma quantidade de questões possam ter notas diferentes, por exemplo.

A correção da redação do Enem envolve um método totalmente diferente.

O que é a TRI no Enem?

A TRI Enem, ou seja, a Teoria de Resposta ao Item do Exame Nacional do Ensino Médio, é um tipo de algoritmo utilizado na avaliação desde 2009, após decisão do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo exame. 

Porém, a TRI já era utilizada no Brasil desde 1995, como em avaliações como o Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica).

Na TRI, são usados um conjunto de modelos matemáticos que permitem às provas do Enem terem o mesmo grau de dificuldade. A teoria, de acordo com a organização da prova, visa representar a relação entre a chance do candidato que faz o Enem acertar uma questão, seu conhecimento na área de avaliação e os parâmetros de cada pergunta.

Segundo o Inep, a TRI considera as particularidades de cada questão do Enem e, com isso, as notas do exame não dependem do total de acertos na avaliação. Assim, duas pessoas que acertam a mesma quantidade de questões podem ter notas diferentes. Isso também favorece o desempate entre candidatos, já que dificulta a existência de notas repetidas.

As questões são classificadas entre graus de dificuldade fácil, médio e difícil. Assim, conforme o padrão de acertos e erros dos candidatos, a TRI consegue perceber quem realmente estudou e, portanto, acertou questões fáceis e difíceis, e quem teve apenas sorte em um acerto numa questão difícil, apesar de ter acertado uma pergunta considerada fácil.

O objetivo da aplicação da TRI, além de avaliar o conhecimento dos candidatos, é também evitar acertos na sorte ou por “chute”. Por isso, a teoria faz com que os candidatos possam ter menos pontos caso errem questões consideradas fáceis, mesmo que acertem as mais difíceis, já que o TRI pode considerar que o acerto foi “chute”.

Padrão de respostas de dois participantes que acertaram a mesma quantidade de questões, mas obtiveram notas diferentes
Padrão de respostas de dois participantes que acertaram a mesma quantidade de questões, mas obtiveram notas diferentes
Foto: Ascom/Inep

Como calcular a TRI no Enem?

A TRI é composta por um modelo matemático que considera 3 parâmetros para avaliar a medida de conhecimento dos candidatos:

  • Parâmetro de discriminação: poder de discriminação de cada pergunta e que diferencia candidatos que dominam a área de conhecimento daqueles que não têm domínio dessa área, em uma questão específica;
  • Parâmetro de dificuldade: está associado à dificuldade da habilidade presente na pergunta. Quanto maior o valor desse parâmetro, mais difícil de responder uma pergunta é. As questões possuem diferentes níveis de complexidade;
  • Parâmetro de acerto casual: é um parâmetro que traz a probabilidade de um candidato acertar uma pergunta sem dominar a habilidade requerida naquela questão, já que o Enem é de múltipla escolha e alguém pode “chutar” uma alternativa e acertar.

A TRI não pode ser calculada durante a realização da prova, já que os níveis de dificuldade das questões são de conhecimento apenas do Inep. 

Também é impossível realizar o cálculo apenas com o gabarito, já que o grau de dificuldade das questões é baseado em todas as provas do Enem que foram realizadas nos dias de avaliação.

Por isso, o ideal é se preparar e estudar as áreas de conhecimento do Enem como um todo para acertar as perguntas fáceis e, se possível, as perguntas difíceis. 

Caso alguém tenha um bom número de acertos de perguntas fáceis e também nas de nível médio e difícil, tende a ter uma nota maior do que alguém que acerta mais questões fáceis e poucas questões de dificuldade mais alta.

Como saber se minha nota foi boa?

De acordo com o Inep, um dos parâmetros para a nota do Enem é uma escala na qual a nota 500 representa a média que os candidatos obtiveram na avaliação. 

Quanto mais acima de 500 for uma nota, melhor tende a ser o desempenho de um participante do Enem, já que estará mais alto do que a média. 

O inverso também se aplica: quanto mais distante, para baixo, de 500, pior é o desempenho de um candidato.

Saiba mais sobre o Enem, vestibulares, concursos e outras avaliações e exames do universo da Educação. Acesse o Terra Educar e fique por dentro das notícias da área!

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade
Publicidade