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Enade não pode ser único fator na escolha de curso, diz pró-reitor

Enade não é critério absoluto para qualificar curso, diz professor

16 dez 2011 - 16h34
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Não é só a escolha do curso que coloca o vestibulando em dúvida, a hora de optar por qual instituição estudar também merece atenção. Para que a decisão não gere dor de cabeça mais tarde, e a instituição escolhida atenda às expectativas do estudante, é preciso considerar uma série de critérios, como a avaliação do Ministério da Educação (MEC), que divulgou indicadores de qualidade em novembro.

No entanto, para o pró-reitor de graduação da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel, os dados com base no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) não podem servir como o único fator na escolha de um curso superior. "Não dá para usar uma única avaliação como critério absoluto", diz o pró-reitor da Unicamp. Knobel sugere que o estudante se informe a respeito da força da instituição em sua área de interesse. "Talvez ela não seja tão reconhecida em aspectos gerais, mas se destaque em determinada área, e isso deve ser levado em conta", opina.

Segundo Knobel, o MEC analisa as instituições a partir de vários aspectos. "A avaliação leva em conta, além do Enade, as condições de oferta dos cursos, a estrutura dos cursos, a formação e dedicação do corpo docente, os investimentos da universidade e a existência ou não de pós-graduação, por exemplo", enumera.

A primeira colocada no ranking foi a Escola Brasileira de Economia e Finanças (Ebef), do Rio de Janeiro, seguida pela Faculdade de Administração de Empresas (Facamp), de São Paulo, e pela Escola de Economia de São Paulo (Eesp), todas privadas.

Entre as universidades públicas, a Unicamp obteve a melhor colocação, ficando em 4º lugar no ranking geral. Knobel credita a boa colocação da universidade à qualidade dos alunos e professores, além das preocupação com investimentos em diversas àreas. "Dos 61 mil candidatos do vestibular da Unicamp, apenas 3 mil passam na prova, cerca de 5%. O critério seletivo é muito forte. Temos ótimos professores, 98% do corpo docente é formado por doutores. Isso faz a diferença", opina.

"Também investimos muito em estrutura de ensino, além de incentivar bolsas, programas de aconselhamento e moradia. Temos uma série de complementos na nossa estrutura acadêmica que permite que o estudante aproveite ao máximo a universidade", completa.

Com a pior nota da avaliação do MEC, a Faculdade de Tecnologia Albert Einstein (Faesp) alcançou a média de 0,94, que no Índice Geral de Cursos (IGC) contabiliza nota 1. Junto a outras 69 instituições que ficaram com IGC entre 1 e 2 - em uma escala que vai de 1 a 5 -, ela deverá passar por um processo de supervisão que, além do congelamento de vagas, inclui perda da autonomia para criar novos cursos.

Oportunidades futuras

As oportunidades às quais o aluno terá acesso também devem ser analisadas. Knobel destaca que a possibilidade de estágios no exterior e bolsas de estudo enriquece a graduação. A localização da instituição também é importante, ressalta. Muitas vezes, vale a pena continuar perto da casa dos pais. Em outros casos, ir para outro lugar pode significar amadurecimento, mas é preciso conhecer a estrutura da cidade e da região em que a instituição se localiza, além de refletir sobre a viabilidade de o acadêmico se manter longe da família.

O estudante deve considerar ainda o tipo de formação desejada. É importante conhecer a estrutura curricular do curso, o que permite ao aluno ter uma ideia daquilo que vai aprender enquanto frequentar as aulas da graduação. "Algumas instituições oferecem formação mais técnica, enquanto outras seguem por um viés mais amplo", explica Knobel.

Entenda a diferença entre curso autorizado e reconhecido pelo MEC
Ao optar por uma instituição de ensino superior, é preciso verificar se ela é credenciada junto ao MEC e se a criação do curso escolhido foi autorizada. Além da autorização, os cursos superiores devem ser reconhecidos pelo MEC ao completarem entre 50% e 75% de sua carga horária. O reconhecimento é condição para que o diploma expedido pela instituição tenha validade nacional.

Para abrir um novo curso, a faculdade precisa obter uma autorização junto ao ministério. É quando são avaliados a organização didático-pedagógica, o corpo docente e técnico-administrativo e as instalações físicas da instituição. Universidades e centros universitários, que são instituições com autonomia, não precisam requerer autorização (exceto para os cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Direito, que necessitam de autorização prévia, e cursos que funcionarão em campi situados fora do município-sede da instituição).

De acordo com o ministério, há casos em que os alunos concluem um curso que ainda não foi reconhecido. Quando isso acontece, é preciso esperar a avaliação do ministério. Caso o curso não seja reconhecido, é expedido um reconhecimento específico, que garante a validade do diploma dos alunos que estiverem cursando a graduação até então. Depois disso, a instituição é impedida de receber novos estudantes nessa oferta.

Se ao final da faculdade o aluno descobre que seu curso não é autorizado, ele deve procurar órgãos de defesa do consumidor. Para evitar esse tipo de situação, é muito importante que o estudante pesquise a situação do curso no site do MEC antes de efetuar a matrícula. Ao visitar a instituição, o estudante também pode pedir que seja apresentada a portaria de autorização e/ou reconhecimento do curso, de acordo com a portaria nº 40 de 2007.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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