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Dá para deixar o bebê na creche? Confira

1 dez 2010 - 09h57
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Os seis meses em que a mãe viveu exclusivamente para o bebê estão chegando ao fim, e com isso começam as angústias. Onde deixá-lo em segurança enquanto ela volta ao trabalho: com a avó, a babá ou melhor optar por uma creche? Temerosa de serem apontadas como mães desnaturadas, muitas hesitam em bater o martelo pela escolinha. Pois não é preciso temer, garante a pedagoga Márcia Pinheiro. "Precisamos desmistificar a creche", afirma a especialista, com mais de 15 anos de experiência em educação infantil na Unicamp e autora de um estudo sobre o tema.

O que décadas atrás era apenas um local de guarda e alimentação, hoje é responsável por apresentar o mundo à criança. Ainda há quem acredite que apenas um conhecido pode cuidar bem do bebê, porém Márcia lembra que é na creche que há um trabalho de educação e cuidado permanente por especialistas. Assim, mesmo que em casa a criança também receba estímulos, na escola tudo isso será planejado: cada brincadeira terá uma função. "Na medida em que eles vão se desenvolvendo, tudo é mostrado a eles de maneira mais organizada".

Foi pensando nos estímulos que apenas a escolinha proporciona que a assessora de imprensa Cristine Penna fez a sua escolha. Quando João Victor tinha dois meses, ela resolveu sair do emprego e cuidá-lo até o primeiro semestre de vida. Porém, lá pelo quarto mês, a mãe sentia muita falta da sua vida profissional. "Eu já nem conseguia curtir direito aquele momento de estar com ele", recorda. Com o apoio total do marido, a jornalista voltou ao mercado de trabalho. Mas não sem antes fazer uma operação pente fino em todas as creches de São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Entre deixar a criança com uma empregada em casa ou levá-lo para a escolinha, a gaúcha preferiu propiciar o convívio com outras crianças. Além de que limites e horários poderiam ser melhor ensinados em um ambiente coletivo. "Não me arrependo nem por um momento", conta.

A autoconfiança da mãe em relação à decisão é fundamental para o bem-estar do bebê, porque a criança percebe a angústia da mãe e muitas vezes não consegue comer ou dormir. "Na hora da despedida, a mulher deve sair com firmeza", sugere a pedagoga. Mesmo que depois ela chore, o bebê deve vê-la tranquila. Márcia ainda lembra que a velha - e muitas vezes conturbada - relação da mulher com a sogra pode ser fonte de tensão. "A mãe do marido pode não achar que o seu neto será bem tratado ali", exemplifica. "Mas ele é tão novinho", foi uma das frases que Cristine ouviu da sua mãe quando contou que iria colocar João Victor na escolinha. Márcia sugere levar as avós até a creche, para mostrar o cotidiano oferecido à criança.

Para a pedagoga, a dificuldade está em conciliar modernidade com maternidade. "A mãe quer a liberdade, mas ainda não conseguiu trabalhar o fato de que outra mulher vá passar pelas experiências que ela queria passar", resume. Se por acaso a mãe perdeu uma etapa importante da criança, como a primeira caminhada, é importante ela lembrar que muitas outras virão. "Se ela está segura, saberá que aqueles foram apenas os primeiros passos, que o seu filho andou e, portanto, é saudável".

Entre deixar a criança com uma empregada em casa ou levá-lo para a creche, Cristine Penna preferiu o convívio com outras crianças
Entre deixar a criança com uma empregada em casa ou levá-lo para a creche, Cristine Penna preferiu o convívio com outras crianças
Foto: Cristine Penna / Divulgação
Fonte: Redação Terra
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