Apóstila escolar ganha espaço, mas não é avaliada pelo MEC
Apesar de cada vez mais populares nas instituições do ensino, as apóstilas que substituem ou complementam os livros em ao menos um terço das escolas particulares não passam por qualquer avaliação do Ministério da Educação. Um levantamento do jornal Folha de S. Paulo mostra que ao menos 7 mil escolas (33% do total de 21 mil instituições particulares de ensino fundamental e médio do país) trabalham com as apostilas.
Os estabelecimentos de ensino alegam que a vantagem é o ganho de tempo da coordenação pedagógica em estruturar os planos de aula a serem seguidos, além de ficar mais fácil para pais e alunos acompanharem se o conteúdo está sendo transmitido. Especialista afirmam, porém, que o sistema pode tirar a autonomia do professor e, em alguns casos, dar pouca margem para trabalhar conteúdos regionais em escolas fora do Sul e Sudeste, onde se concentram os grupos educacionais responsáveis pelas apostilas. Ainda há a falta de acompanhamento do MEC para garantir a qualidade dos conteúdos pedagógicos.