Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Após aluna do Mackenzie desviar mais de R$ 60 mil, jogos universitários terão só metade da verba

Segundo a advogada que representa as vítimas, atléticas terão só metade da quantia que normalmente usam pra promover o InterFAU 2023

31 jul 2023 - 14h23
(atualizado às 18h09)
Compartilhar
Exibir comentários
Estudantes da Universidade Mackenzie acusam colega de desvio de recursos dos jogos universitários
Estudantes da Universidade Mackenzie acusam colega de desvio de recursos dos jogos universitários
Foto: Alex Silva / Estadão / Estadão

Após uma estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie ter desviado R$ 62,5 mil de associações atléticas, os organizadores dos Jogos Universitários InterFAU terão apenas metade da verba disponível para a realização do evento de 2023. A informação é da advogada Simone Haidamus, que representa as vítimas.

De acordo com denúncias feitas por associações atléticas do Mackenzie e de outras universidades, a jovem de 24 anos ocupava o cargo de tesoureira dessas entidades e teria desviado a quantia da organização dos jogos universitários. De acordo com as vítimas, a aluna desviou R$ 3.921,61 da Associação Atlética Acadêmica Arquitetura Mackenzie e R$ 58.583,61 de outras atléticas participantes da competição voltada para faculdades de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo.

Em entrevista ao Terra, a advogada Simone Haidamus afirma que as atléticas foram muito prejudicadas com o desvio do dinheiro, já que no InterFAU de 2022 a organização tinha cerca de R$ 120 mil para realizar o evento. Atualmente, após todo o valor desviado, os organizadores só terão R$ 60 mil, ou seja, apenas a metade da verba que normalmente usavam para os jogos universitários. 

Nas redes sociais, a Associação Atlética Acadêmica Arquitetura Mackenzie achegou a postar uma nota informando que este ano os recursos financeiros para realização dos jogos foram reduzidos. "O evento será mais simples, contudo, não menos especial e divertido", diz a nota. 

Segundo a advogada, desde que outros alunos suspeitaram do desvio, de início, a suspeita respondia as mensagens e afirmou que iria repor o dinheiro. As vítimas contaram que a estudante alegou o desvio do dinheiro com a justificativa de que o depósito em uma conta jurídica implicaria na cobrança de taxas. Por essa razão, os valores foram depositados em sua conta pessoal.

No entanto, desde setembro do ano passado ela passou a não dar mais nenhum retorno sobre a quantia que deveria ser ressarcida. Os estudantes da Mackenzie dizem que não têm conseguido se comunicar com a suspeita, que teria deixado a faculdade.

"A estudante parou de frequentar a faculdade e não respondeu mais as tentativas de contato dos outros alunos do Mackenzie. Quando a pessoa quer pagar, não há desculpas. Ela tem, inclusive, o número das contas, era só fazer o depósito", diz Simone. 

Pelas redes sociais, os alunos descobriram que a agora ex-colega viajou para um programa de estágio na Disney, em Orlando, nos Estados Unidos. Ao Estadão, a defesa da aluna afirma que ela ainda não foi notificada pela polícia e que agiu de forma legítima, sem a intenção de prejudicar os alunos da universidade.

Pai tentou negociar dívida, diz advogada

Ao Terra, a advogada também relatou que o pai da suspeita chegou a negociar o pagamento da dívida da filha, mas pediu que fosse assinado um recibo antes de pagar a quantia que a estudante devia. No entanto, os alunos não aceitaram o acordo, pois afirmaram que o depósito deveria ser feito antes da emissão do recibo. O pai, então, teria se recusado ao resolver o ocorrido. 

O Terra entrou em contato com a advogada da estudante para questionar sobre os prejuízos causados às atléticas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

Em contato com o Terra, a advogada da estudante, que não quis se identificar, aponta que a jovem ainda não foi oficialmente notificada e soube do inquérito por meio da imprensa. Ela afirma que a estudante nunca se utilizou do dinheiro e só fará o pagamento mediante aceite formal e assinatura de recibo de quitação ou em juízo. Confira, abaixo, a nota enviada pela advogada na íntegra.

"Esclarecemos que sempre houve uma postura proativa e contínua de prestação de contas por parte da jovem injustamente acusada. Ela ainda não foi oficialmente notificada e ficou sabendo do inquérito pela imprensa.

A atual gestão da Atlética Mackenzie se recusa a aceitar o valor apurado pela gestão de 2022, com relação ao INTERFAU (Jogos Universitários das Universidades de Arquitetura e Urbanismo do Estado de São Paulo), realizado de O3 a 11 de setembro de 2022, por discordar desse valor e se recusa a assinar um recibo de quitação (recebimento para guarda). Esse valor sempre esteve disponível para o repasse.

A conta pessoal da jovem era utilizada com conhecimento e anuência da presidente da gestão 2022 para economizar taxas bancárias e evitar a prática das gestões anteriores de pagamento único e exclusivamente em dinheiro vivo.

Como a campanha difamatória deixou claro, a jovem não confia na índole da atual gestão e só fará o pagamento mediante aceite formal e assinatura de recibo de quitação. Ou em juízo. Ela nunca se utilizou desse dinheiro.

Sobre a Disney, não há versão. Há um só fato concreto: ela foi selecionada no Programa de Intercâmbio do parque temático em Orlando (EUA) e, com a ajuda de amigos e parentes, além do próprio salário, viajou e passou uma temporada (de 28 de novembro de 2022 até 16 de fevereiro de 2023) trabalhando muito no Parque. Não há autorização para utilização do nome e de qualquer foto da jovem". 

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade