Dona cegonha cuida de seus "bebês" podando árvores para nenhum carro chegar riscado no cliente
Sindicato dos Cegonheiros realiza serviço de poda de árvores em ruas e rodovias pelo Brasil para evitar avarias nos veículos transportados
Para evitar prejuízos com riscos e avarias causados por galhos durante o transporte de carros zero-quilômetro, o Sinaceg mantém um serviço nacional de poda de árvores desde 2008. A entidade, que representa 3.500 caminhões-cegonha e transporta 1,5 milhão de veículos ao ano, cobre 3.200 km de rodovias e 200 km de vias urbanas. O trabalho é contínuo e preventivo, realizado por equipes próprias e terceirizadas acionadas pelos motoristas sempre que detectam vegetação invasora nas pistas.
A chegada de carros novos avariados em uma concessionária representa um grande prejuízo para toda a cadeia, incluindo para as transportadoras que realizam o transporte dos veículos nas famosas "cegonhas", os caminhões que fazem este tipo de traslado.
"Algumas vezes, a avaria, que pode ser um conjunto de riscos e vincos causados por galhos de árvore, representa a perda total do produto e sua devolução. Por isso, costumamos dizer que os carros que transportamos são nossos bebês e eles precisam de todo cuidado", diz José Ronaldo Marques da Silva, presidente do Sinaceg, Sindicato Nacional dos Transportadores Rodoviários de Veículos.
O Sinaceg representa um universo de 3.500 caminhões cegonha que transportam mais de 1,5 milhão de carros novos todos os anos em diversas regiões do Brasil.
Serviço nacional de poda de árvores
Para evitar as perdas com avarias dos carros transportadores e mitigar o risco de perda dos produtos, o Sinaceg criou em 2008 um serviço estruturado de poda de árvores em todo o Brasil.
Segundo a entidade, o serviço cobre 3.200 km de rodovias e 200 km de ruas e avenidas nas cidades com maior fluxo de transporte de carros zero quilômetro do país. "O Sindicato mantém quatro equipes de poda com funcionários próprios e contrata cinco empresas nacionalmente para fazer o serviço nas rodovias. Quando um dos motoristas das cegonhas representadas por nós detecta algum trecho com muitos galhos, imediatamente a poda é acionada", conta Paulo Cícero da Silva, um dos coordenadores do serviço nacional de podas do Sinaceg.
Segundo Silva, o trabalho é cíclico e recorrente. "Nos principais trechos, como em Minas Gerais e no Espírito Santo, o grande problema está nos bambuzais, que crescem rápido e invadem as pistas das rodovias com frequência. Assim, as podas precisam ser feitas de maneira cíclica. Quando terminamos um trecho, o anterior já precisa de manutenção", conta o coordenador.
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