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Vacinação contra a raiva é responsabilidade e dever do tutor

7 ago 2020
11h25
atualizado às 11h29
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A raiva é uma zoonose, ou seja, é uma doença infecciosa capaz de ser naturalmente transmitida entre animais e seres humanos. "Apesar de ser conhecida desde a antiguidade, a raiva ainda não tem cura e continua fazendo vítimas", salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News e Negócios (www.revistaecotour.news).

Foto: DINO / DINO

A raiva é uma doença causada por vírus, do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. É caracterizada como uma encefalite progressiva aguda, de distribuição mundial, que acomete os mamíferos. Sua transmissão ao ser humano ocorre pelo contato com a saliva de animais infectados com o vírus e, geralmente, a infecção se dá por meio de mordeduras, podendo também ser por meio de arranhaduras ou lambeduras.

As variantes antigênicas mais encontradas no Brasil são: variantes 1 e 2, isolada dos cães; variante 3, de morcego hematófago Desmodus rotundus; variantes 4 e 6, de morcegos insetívoros. No Estado de São Paulo nunca houve circulação da variante 1. Quanto à variante 2, não há circulação desde 1999. Cada país possui o seu grupo de vacinas essenciais, e isso varia de acordo com a casuística de cada região.

Animais silvestres como morcegos, por exemplo, podem infectar cachorros, gatos e humanos por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou, claro, uma mordida.

Os sintomas podem estar relacionados à depressão, ansiedade, agressividade e demência. Quando a doença se agrava, o animal apresenta dificuldade de engolir, salivação, descontrole muscular e paralisia.

Segundo Vininha F. Carvalho, com uma falsa sensação de erradicação da raiva, pelo controle de muitos anos por meio da vacina, muitos tutores pararam de vacinar seus pets anualmente, o que pode ser arriscado para o retorno da doença. A campanha de vacinação gratuita de cães e gatos contra raiva, normalmente é promovida no mês de agosto.

A vacinação é obrigatória, pois é única forma de prevenção da raiva. A vacinação beneficia não só a saúde do animal, mas também previne a disseminação da doença. A vacinação é responsabilidade e dever do tutor.

"A raiva apresenta praticamente 100% de letalidade e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em mais de 95% dos casos humanos a transmissão ocorre por agravos causados por cães infectados", argumenta a médica-veterinária Luciana Hardt Gomes, que integra a Comissão Técnica de Saúde Pública Veterinária do CRMV-SP.

"Em caso de suspeita de raiva atendidos em estabelecimentos médico-veterinários particulares, os médicos-veterinários devem notificar formalmente o poder público municipal, por meio do Centro de Controle de Zoonoses", enfatiza Vininha F. Carvalho.

Após o período de incubação da doença, que tem uma média de 45 dias nos humanos, alguns dos sintomas da raiva são mal-estar geral, aumento de temperatura, dor de cabeça, dor de garganta, irritabilidade e sensação de angústia. A pessoa se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro comatoso. A evolução de piora do quadro clínico, após o surgimento dos primeiros sinais e sintomas da doença, pode levar a pessoa a óbito num prazo de até 2 a 7 dias.

"O soro antirrábico é usado para o tratamento em situações emergenciais, quando uma pessoa é mordida por um animal que pode estar infectado, porque contém anticorpos e age rapidamente", conclui Vininha F. Carvalho.



Website: https://www.revistaecotour.news

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