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Pesquisa aponta redução na taxa de pacientes diagnosticados com câncer de próstata nas últimas décadas

12 jun 2019
10h15
atualizado em 19/6/2019 às 12h09
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Um novo estudo apresentado recentemente no encontro anual da American Association for Cancer Research, que aconteceu em Atlanta, aponta que o câncer de próstata, uma das formas mais letais da doença para homens nos EUA e outros países do mundo, está em declínio. Foram analisados dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) de cinco continentes de 1980 a 2012. A boa notícia é que a taxa de pacientes diagnosticados e com óbito por câncer de próstata diminuiu ou estabilizou.

Foto: Dr. Mauricio Rubinstein / DINO

De acordo com os pesquisadores, o câncer de próstata é a segunda principal causa de diagnósticos da doença e a sexta causa mais comum de morte por câncer entre os homens pelo mundo. Ainda segundo o estudo, desde 2012 este tipo da doença levou à incidência de câncer masculino, ou novos diagnósticos, em 96 países, e é a causa mais comum de morte entre o público masculino em 51 países.

A pesquisa confirmou que as taxas de incidência da doença aumentaram da década de 1980, para o início dos anos 90 nos EUA, mas depois diminuíram entre 2000 e 2015, em grande parte devido ao aumento do uso de testes de PSA. Porém este tipo de rastreio é menos disponível em nações de baixa renda, contribuindo para o diagnóstico em fases posteriores e maiores taxas de mortalidade.

De acordo com o urologista Maurício Rubinsteinpresidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica no RJ (SOBRACIL) e professor doutor em medicina pela UERJ, para minimizar as consequências do câncer de próstata, o ideal é que seja feito um check-up anual, que inclui o toque prostático e o exame de PSA (antígenos específicos da próstata). "O toque retal e o exame de PSA (antígeno específico da próstata), se complementam, pois ao utilizarmos os dois em conjunto, temos uma maior chance de detecção de câncer de próstata", indica.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que ambos sejam realizados anualmente em homens acima de 50 anos. "Se já houver diagnóstico de câncer de próstata na família ou no caso de homens negros, o PSA deve começar a ser realizado a partir dos 45 anos. A presença de sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga também deve ser valorizada e o urologista deve ser consultado", complementa Maurício.

Ainda segundo o médico, a evolução dos métodos diagnósticos, principalmente através do uso da Ressonância Magnética, também fez com que nos últimos anos fôssemos capazes de detectar imagens de possíveis canceres de próstata, ainda em estado inicial. O exame vem sendo aprimorado e sua indicação vem crescendo para o diagnóstico desse tipo de câncer.

A Sociedade Europeia de Urologia publicou uma diretriz, em que recomenda que seja feita uma ressonância magnética da próstata para todos os pacientes com exames alterados, a fim de identificar aqueles que precisar ser submetidos à biopsia de próstata.

Já a Sociedade Brasileira e a Americana sugerem que a biópsia de próstata deva ser realizada em todos os indivíduos com grandes chances de estarem com a doença, antes de serem submetidos à ressonância magnética. De qualquer forma, independentemente das correntes, a biópsia é essencial para a confirmação do diagnóstico.  

"É fundamental, que a grande população tenha acesso à informação, pois a prevenção continua sendo o maior aliado no combate à doença. O Brasil ainda enfrenta um cenário desafiador", comenta o urologista.



Website: http://www.mauriciorubinstein.com.br

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